‘Estudo’ brasileiro usa overdose de cloroquina para apontar ineficiência do medicamento e 11 pessoas morrem

Por Luana Lima em 17 de abril de 2020 às 10:52 | Atualizado 17 de abril de 2020 às 10:52

Um ativista dos Estados Unidos, Mike Coundrey, denunciou o “estudo” brasileiro feito em Manaus que resultou na morte de 11 pacientes com Covid-19.

Para tentar desqualificar a eficácia do uso da cloroquina no tratamento contra a doença, o “estudo” administrou uma superdosagem do medicamento nos pacientes e concluíram, a partir de então, que a cloroquina não é eficaz no tratamento.

Coundrey disse não acreditar na irresponsabilidade do estudo. “Eles deram 900mg e 1.200mg por 5 dias! Isso é 3x a dosagem recomendada. E eles usaram o CQ, uma versão menos segura da hidroxicloroquina!”. O CQ é o Difosfato de Cloroquina.

Mesmo ser ter sido revisada por membros da academia científica, o experimento brasileiro foi publicado no último sábado (11) em um servidor virtual de informações da área da saúde chamado medRxiv.

Os pacientes foram incluídos no estudo antes de receberem confirmação de que estavam com coronavírus. Ao todo, 81 pessoas serviram de cobaia para o experimento, que ocorreu no hospital e pronto-socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz.

Depois que as onze mortes ocorreram, o estudo foi interrompido. A pesquisa foi financiada pelo Governo do Estado do Amazonas e patrocinado pela Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, Farmanguinhos (Fiocruz).

“Eles não apenas causaram uma overdose nos pacientes, mas os ‘pesquisadores’ tiveram a audácia de concluir o estudo dizendo: ‘A cloroquina é perigosa e não é eficaz no tratamento da COVID-19′”, acrescentou Mike Coundrey.

Para os testes, foi utilizada 600 mg de cloroquina, duas vezes ao dia por 10 dias, uma dose total de 12g ou uma dose baixa de 450mg por cinco dias (duas vezes somente no primeiro dia, uma dose total de 2,7g).

A dosagem normal para o tratamento da Covid-19 é 200 mg de hidroxicloroquina, duas vezes por dia durante 10 dias, juntamente com a Azitromicita, Zinco e Vitamina C, conforme mostra a figura ao lado.

“Não 1.200mg. Não 900mg”, frisa Mike. Ele também ressaltou que o estudo foi financiado com verbas federais alocadas por senadores de esquerda no Brasil.

“Políticos de esquerda em vários países estão fazendo campanha contra a hidroxicloroquina, mesmo que tenha sido comprovadamente eficaz!”, acrescenta.

Pesquisadores envolvidos na pesquisa:

Mayla Borba, Fernando de Almeida Val, Vanderson Sousa Sampaio, Marcia Araujo Alexandre, Gisely Cardoso Melo, Marcelo Brito, Maria Mourao, Jose Diego Brito Sousa, djane Baia-da-Silva, Marcus Vinitius Farias Guerra, Ludhmila Hajjar, Rosemary Costa Pinto, Antonio Balieiro, Felipe Gomes Naveca, Mariana Xavier, Alexandre Salomao, Andre Siqueira, Alexandre Schwarzbolt, Julio Henrique Rosa Croda, Mauricio Lacerda Nogueira, Gustavo Romero, Quique Bassat, Cor Jesus Fontes, Bernardino Albuquerque, Claudio Daniel-Ribeiro, Wuelton Monteiro, Marcus Lacerda.

Fonte: Terça Livre

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