Brasil – Na noite da última quarta-feira, 14, a vereadora Marielle Franco foi executada dentro do carro na Região Central do Rio de Janeiro. O motorista, Anderson Gomes, também foi atingido e morreu na hora.

De família carente, nasceu e cresceu no Complexo da Maré, Marielle Francisco da Silva, 39, foi socióloga, feminista, militante dos direitos humanos e política brasileira – filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Foi eleita em 2016, como vereadora do Rio de Janeiro. Ela criticava a intervenção federal no Rio de Janeiro e da Polícia Militar e denunciava constantemente abusos de autoridade por parte dos policiais contra moradores de comunidades carentes.

Está circulando na internet que Marielle teria engravidado de um traficante conhecido como ‘Marcinho VP’, e teria tido sua única filha aos 16 anos. Entretanto, segundo pesquisas, não há fundamento sobre a mensagem, já que Marielle não teria nenhum tipo de envolvimento com o traficante, como diz no site Boatos.

Entretanto, segundo a desembargadora Marilia Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), a vereadora era envolvida com o Comando Vermelho, uma das facções que domina o Rio de Janeiro. A desembargadora fez o comentário em um post feito pelo advogado Paulo Nader no Facebook. Veja:

“A questão é que a tal Marielle não era apenas uma ‘lutadora’; ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu ‘compromissos’ assumidos com seus apoiadores”, diz a desembargadora, sem apresentar qualquer prova que corrobore com a afirmação.

“Ela, mais do que qualquer outra pessoa ‘longe da favela’ (sic) sabe como são cobradas as dívidas pelos grupos entre os quais ela transacionava. Até nós sabemos disso”, acrescenta Marilia Castros.

“A verdade é que jamais saberemos ao certo o que determinou a morte da vereadora mas temos certeza de que seu comportamento, ditado por seu engajamento político, foi determinante para seu trágico fim”.

A magistrada conclui seu pensamento, afirmando que “qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”.

De acordo com o Jornal EXAME, a desembargadora Marilia Castro Neves explicou-se dizendo que deu sua opinião “como cidadã” na página de um colega, já que não atua na área criminal, e que postou as informações retiradas do texto de uma amiga.

“A minha questão não é pessoal. Eu só estava me opondo à politização da morte dela. Outro dia uma médica morreu na Linha Amarela e não houve essa comoção. E ela também trabalhava, lutava, salvava vidas”, afirma a desembargadora, em entrevista ao jornal.