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Deputado petista questiona vazamento de conversa entre Lula e Dilma

Postado por | 16/03/2016 20:30

BRASÍLIA – Pouco depois da divulgação de uma conversa entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula – já oficializado como o novo ministro da Casa Civil – em que a petista diz que encaminhará a ele o “termo de posse” de ministro para ser usado “em caso de necessidade”, o deputado Pepe Vargas (PT-RS) comentou o vazamento do áudio e insinuou que ele pode não ter sido divulgado na íntegra. O petista disse ainda que a prerrogativa de foro privilegiado conquistada por Lula ao virar ministro, e que faz com que ele seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não o beneficia. Dizer isso, segundo Vargas, é colocar a Corte “sob suspeição”:

– Não conheço a gravação na sua integralidade, ontem mesmo foi divulgada uma gravação feita (entre o ministro Aloizio Mercadante e o assessor de Delcídio Amaral, Eduardo Marzagão) onde foram omitidas partes da gravação, então vamos com calma, vamos analisar tudo como tem que ser analisado. Mas a tese da oposição de que querem blindar o Lula, quem diz isso está colocando o Supremo Tribunal Federal sob suspeição, o que é um absurdo, porque ele não é uma instância que põe panos quentes ou blinda alguém. Não é só o juiz Sérgio Moro que tem retidão de caráter, isenção e imparcialidade para julgar quem quer que seja – disse o deputado do PT.

Pepe Vargas criticou o vazamento de “frases pinçadas” e questionou a divulgação do grampo:

– Pegam uma frase pinçada e tentam construir a tese de que ao nomear o Lula é para blindá-lo de qualquer investigação. Repito: isso é uma ofensa ao STF, porque o Supremo não põe panos quentes e tem tido isenção nas suas análises. O que houve foi um vazamento a partir do momento que o juiz Moro tirou o segredo de justiça. O que é grave é: se a competência não está definida, quem pediu a quebra de sigilo? – questionou o parlamentar.

Sobre a possibilidade de a Polícia Federal também ter grampeado telefones da presidente Dilma, Vargas disse que ela é “muito grave”:

– Se estava, tem que ver quem autorizou, acho muito grave chegarmos a esse ponto. O pedido de impeachment está aí, se alguém provar que teve crime de responsabilidade, que prove, e nós vamos votar. O que não dá é para continuar nesse clima de criar instabilidade a toda hora e todo momento. Prerrogativa de foro no no STF não isenta ninguém, pelo contrário, perde grau de recurso, e por isso que tem deputado do PSDB renunciando para fugir do julgamento no Supremo.

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