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Deputada que teve marido preso após votação do impeachment se diz atordoada

Da redação | 19/04/2016 19:30

BRASÍLIA — Um dia após o marido e prefeito de Montes Claros (MG), Ruy Muniz (PRB), ser preso em uma operação da Polícia Federal, a deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG) divulgou uma nota onde se disse “atordoada e chateada” com a ação da PF. A deputada volta a elogiar o trabalho do marido, o classificando como “um gestor íntegro, ético e que preza pela transparência das suas ações”.

A parlamentar questionou a prisão do marido, afirmando não haver razões jurídicas para a ação da PF e negou que ação tenha sido baseada por suspeitas de corrupção. Segundo ela, a prisão é ilegal por “não haver risco à ordem pública, nem perigo de fuga e nem haver qualquer indício de obstrução da justiça”. Raquel afirmou que já foram tomadas providências jurídicas para que o marido seja solto e que tem “a plena certeza de que a verdade prevalecerá”.

Na sessão de votação do impeachment na Câmara, a deputada dedicou o voto ao marido, a quem ela definiu como um exemplo de gestor pública. “Acredito que o meu voto, na noite do dia 17 de abril, foi um voto consciente, e mais: foi um voto responsável, pois vai ajudar na reconstrução do Brasil e devolver o nosso país aos trilhos do desenvolvimento” declarou a deputada na nota.

Ruy Muniz — eleito prefeito da cidade do interior mineiro em 2012 — foi preso suspeito de prejudicar o funcionamento de hospitais públicos em favorecimento de uma rede particular, gerido pela própria família. A Operação ‘Máscaras da Sanidade II – Sabotadores da Saúde’ também prendeu a secretária de saúde do município, Ana Paula Nascimento. Ambos estão em presídios de Minas Gerais.

Confira a íntegra da nota:

“Meus amigos, confesso que fiquei atordoada e muito chateada com tudo o que aconteceu. Precisei de um dia para tomar ciência do que se passava, respirar fundo e não desistir. Eu e Ruy sempre soubemos o que poderia acontecer com a gente quando entrássemos para a política, mas jamais que chegaria a esse ponto.

No entanto, não vamos nos intimidar em busca de um Brasil, de uma Minas e de um Montes Claros cada dia melhor. Por isso, reitero cada uma das palavras ditas no dia 17 de abril durante a votação para aceitar o processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff. Montes Claros tem um gestor íntegro, ético e que preza pela transparência das suas ações.

Não há razão jurídica para a prisão preventiva do meu marido, o prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz, por não haver risco a ordem pública, nem perigo de fuga e nem haver qualquer indício de obstrução da justiça. Há, sim, razões de outras ordens, não republicanas, que justificam essa investigação.

O meu marido, ao contrário do que está sendo amplamente noticiado, não teve a prisão decretada por motivos de corrupção e quem teve o senso ético de buscar a verdadeira motivação na decisão judicial pode verificar isto.

Todas as providências jurídicas cabíveis já foram tomadas e tenho a plena certeza de que a verdade prevalecerá.

Acredito que o meu voto na noite do dia 17 de abril foi um voto consciente e mais: foi um voto responsável pois vai ajudar na reconstrução do Brasil e devolver o nosso país aos trilhos do desenvolvimento.

Somos pessoas de bem e estamos à disposição da justiça e da sociedade para qualquer esclarecimento. Sou mulher de fé e permaneço acreditando na Justiça.

Dep. Federal Raquel Muiniz”

*Estagiário sob supervisão de Paulo Celso Pereira

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