Canal de Bolsonaro atinge 1 milhão de seguidores no Telegram e bate recorde no aplicativo; saiba como participar

Por Thiago Quara em 10 de outubro de 2021 às 9:50 | Atualizado 10 de outubro de 2021 às 10:04

Brasil – Criado no início do ano, o canal de Jair Bolsonaro (sem partido) no Telegram acaba de ultrapassar a marca simbólica de 1 milhão de inscritos, o que faz do atual presidente e candidato à reeleição líder absoluto no uso dessa ferramenta de comunicação.

Em comparação, o líder nas pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem menos de 36 mil usuários em seu canal, criado em junho deste ano. Já o de Ciro Gomes (PDT) conta com menos de 19 mil membros, embora tenha sido criado bem antes, em março do ano passado. Outros pré-candidatos, como o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ainda nem exploram este aplicativo de troca de mensagens.

Na última segunda-feira (4), o Telegram teve um pico de procura em razão do apagão de cerca de sete horas que atingiu o WhatsApp, seu concorrente direto. Num único dia, o presidente ganhou 20 mil inscritos em seu canal.

Com base em informações disponibilizadas pela própria plataforma, cada post do canal de Bolsonaro impacta cerca de 178 mil usuários do Telegram. O presidente faz em média oito publicações por dia, em geral ações de governo de caráter institucional.

Ainda não está claro como será o comportamento do Telegram de Bolsonaro no ano que vem, num contexto de campanha. O uso abertamente político da ferramenta e de outras redes sociais por ele poderá gerar ações de uso da máquina na Justiça Eleitoral.

“A penetração do Telegram cresceu muito. Não é uma ferramenta tão popular como WhatsApp, e imagino que nem venha a ser. Mas está se consolidando rapidamente como uma opção”, afirma a pesquisadora.

O salto no canal de Bolsonaro foi de mais de 650% desde 10 de janeiro. Apenas nos últimos 90 dias, o aumento foi de 30% no número de usuários. A cada dia, o canal do presidente ganha em média quase 3.700 inscritos. O de Lula, em comparação, registra 300 novos adeptos diariamente, e o de Ciro, apenas 30.

“O Telegram guarda muitas semelhanças com o que foi o WhatsApp em 2018, embora dificilmente terá o mesmo impacto, até porque a realidade da legislação eleitoral mudou”, diz Diogo Rais, professor de direito eleitoral na Universidade Mackenzie e fundador do Instituto Liberdade Digital, que tem analisado os dados de Tucci junto com a pesquisadora Samara Castro.

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