Brasil – O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta sexta-feira (14) a criação de mais escolas com o rigor das instituições militares no país. Ele participou da inauguração da primeira unidade do Rio de Janeiro em solenidade que contou também com o prefeito da capital do Estado, Marcelo Crivella (Republicanos).

Bolsonaro contou que rodou o Brasil quatro anos antes da eleição presidencial de 2018 defendendo pautas educacionais. “Os projetos sociais são bem-vindos, mas o que liberta um homem e uma mulher é o conhecimento. O Brasil estava na contramão da educação, isso a gente comprova com as provas do Pisa [Programa Internacional de Avaliação de Estudantes], que acontecem de três em três anos. Hoje nós somos sempre últimos ou penúltimos entre 70 países. Isso não  se muda de uma hora pra outra”, disse no evento.

O pastor Milton Ribeiro, ministro da Educação, e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) também participaram da solenidade.

O presidente afirmou que a mudança nacional deve começar na escola, oferecendo condições aos professores. “Precisamos dar-lhes meios e autoridade para exercer seus trabalhos. É quase como um quartel, se não houver hierarquia e disciplina ele não cumpre sua função.”

O jovem formado na escola cívico-militar, segundo o presidente, vai se tornar um profissional de qualidade quando tiver por volta de 20 anos. “Um bom empregado, um bom patrão ou um bom liberal e não apenas, como acontece em parte do Brasil ainda, um militante polítco.”

“O investimento começa na base, como nessa escola”, declarou ao se referir à Escola Cívico-Militar General Abreu, no bairro do Rocha, zona norte da cidade do Rio de Janeiro.

Segundo Bolsonaro, a maior parte dos alunos de escolas militares tem altos índices de aprovação em univeridades e vem de classes com menos recursos econômicos. “E uma maneira de resgatar o pobre, porque projeto social em grande parte não resgata, é dando-lhes o devido conhecimento.”

Em seu discurso, ele citou ainda um jovem que conheceu na recente inauguração de outra escola militar em Bagé (RS). “Espero que no futuro ele ocupe essa cadeira [de presidente da República] e mostre que dá pra chegar lá. Eu cheguei sem televisão praticamente, oito segundos, sem fundo partidário, porque não aceitei, gastei R$ 2 milhões na campanha, mas tinha uma coisa muito importante a meu lado: o povo e, acima de tudo, Deus.”

Fonte: R7