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BC bloqueia apenas R$ 46,5 mil na conta de ex-senador preso

Da redação | 14/04/2016 17:10

SÃO PAULO — O ex-senador Gim Argello, preso na 28ª Fase da Lava Jato, teve apenas R$ 46.578,06 bloqueados em sua conta bancária. Na conta de três empresas nas quais ele aparece como sócio —Argelo & Argelo, Solo Investimentos e Garantia Imóveis — o saldo estava zerado. Além do ex-deputado, Paulo César Roxo Ramos, que teria negociado com a construtora UTC a forma de pagamento da propina, teve R$ 6.021,82.

Os valores apresentados pelo Banco Central, conforme comunicado encaminhado nesta sexta-feira à Justiça Federal do Paraná, estão muito aquém dos R$ 5,3 milhões que o juiz Sérgio Moro determinou para bloqueio na tentativa de ressarcir danos.

Argello, que foi senador pelo PTB entre 2007 e 2014, atuava como vice-líder do governo no Senado. Em 2014, ocupou o cargo de vice presidente de duas comissões de inquérito que investigavam a Petrobras – a CPI no Senado e a CPMI , que reunia as duas casas do Legislativo, Foi então procurado pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC, que queria evitar ser convocado a depor.

Pessoa, que se tornou delator da Lava-Jato, contou que Argello pediu R$ 5 milhões para que não fosse convocado. O então senador disse que garantia em 90% a não convocação do empresário. Acertado o valor, foi Paulo Roxo quem se dirigiu à sede da empreiteira, em São Paulo, para negociar as condições de recebimento.

Os R$ 5 milhões foram depositados nas contas de ​​quatro partidos -​ ​

DEM, PR, PMN e PRTB – como doação oficial. Os partidos formavam a coligação União e Força, pela qual Argello tentou se reeleger ao Senado em 2014 e não conseguiu.

O DEM recebeu R$ 1,7 milhão; o PR ficou com R$ 1 milhão; e PMN e PRTB ficaram com R$ 1,150 milhão cada um. ​Para o juiz Sérgio Moro, os partidos provavelmente não sabiam a origem do dinheiro.

Outros R$ 350 mil foram pagos pela OAS à Paróquia São Pedro, em Taguatinga, no DF, frequentada por Argello. A suspeita é que o dinheiro pode não ter beneficiado a igreja, mas o ex-senador.

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