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André Moura fala como líder do governo em reunião, diz líder do PSOL

Da redação | 18/05/2016 13:10

BRASÍLIA – Depois da confirmação, por colegas do Centrão, o deputado André Moura (PSC-SE) se apresentou e falou como líder do governo Temer na Câmara da primeira reunião de líderes partidários com o presidente interino Waldir Maranhão (PP-MA) realizada na manhã desta quarta-feira. Segundo o líder do PSOL, Ivan Valente (SP), Moura chegou mais para o final da reunião e fez uma fala mais genérica, apelando para que a Casa voltar a votar matérias. Aliados de Moura divulgaram foto em que ele aparece na mesa de reuniões da Presidência da Casa tendo à frente a placa de líder do governo.

— Isso comprova que, mesmo afastado, Eduardo Cunha está influenciando tudo e continua comandando a Casa. Manda com Maranhão, e agora com o novo líder do governo que é unha e carne com ele. O novo líder responde a três ações penais como réu no Supremo. Isso reforça a má imagem do novo governo, que já tem 11 ministros citados na Lava-Jato — disse Ivan Valente.

Segundo o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), Moura esteve antes do início da reunião de líderes no gabinete da Presidência e conversou com Maranhão e outros líderes. Rosso, no entanto, foi cauteloso ao ser indagado sobre a confirmação dele na liderança do governo. Disse que esse é o desejo dos partidos do Centrão, que somam quase 300 deputados, mas que cabe ao Palácio do Planalto fazer o anúncio formal.

— Faz parte da ansiedade dos líderes e espero que isso se equacione o mais rápido possível. Não podemos enfrentar votações sem o líder do governo. Mas é prerrogativa do presidente anunciar — disse Rosso.

Antes de abrir a primeira reunião de líderes, Waldir Maranhão ouviu apelos para deixar que outro integrante da Mesa Diretora presida a sessão de votações. Segundo os líderes, Maranhão ouviu o pedido, mas nada respondeu. Deu sinal, por meio de seus assessores, que deverá abrir espaço para que outro integrante da Mesa conduza a sessão, na chamada “gestão compartilhada” da Casa. Líderes do DEM e do PPS boicotaram a reunião. O PSDB mandou o vice-líder Daniel Coelho (PE), que reclamou do ato que anulou a votação do impeachment, mas disse que o partido está disposto a retomar as votações. Os líderes dos demais partidos estavam presentes. Ninguém cobrou na reunião que Maranhão renuncie ao cargo.

Segundo os líderes, Maranhão abriu a reunião afirmando que tem noção da responsabilidade que a Câmara tem neste momento de instabilidade do país e do papel dele como presidente interino. Segundo os líderes, ele disse que não esperava assumir a presidência e que fará o possível para que a Casa volte à normalidade.

— Ele foi humilde e reconheceu o momento difícil do país e dele na condução da Casa. Fiz apelo para que não presida as sessões. Acho que ele agirá com bom senso — disse Rosso.

O PT promete obstruir as votações na Casa. A pauta está trancada por quatro Medidas Provisórias e três projetos de lei com urgência constitucional que foram lidos, um a um, didaticamente, por Maranhão na abertura da reunião de líderes.

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