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Aécio: planilha pode ser confrontada com prestação de contas no TSE

Postado por | 23/03/2016 18:20

BRASÍLIA – O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), que aparece em uma das planilhas apreendidas pela Polícia Federal que lista doações feitas pelo Grupo Odebrecht a mais de 200 políticos do país, disse que é preciso “separar o joio do trigo” e disse tratar-se de doações contabilizadas em sua prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral. Segundo o tucano, o que ele viu divulgado nesta quarta-feira confirma aquilo que está nas prestações de contas do PSDB.

— Se você leu a lista, não preciso nem te responder — disse Aécio ao ser perguntado sobre a lista.

— É exatamente o número da conta onde esses valores foram depositados. Contribuição de campanha. Não precisava nem dessa divulgação. Basta apenas olhar as declarações de campanha de todos os candidatos, não apenas do PSDB, como de todos os partidos. É preciso que haja muita serenidade para se diferenciar o joio do trigo — completou.

Em nota o PSDB divulgou o detalhamento das doações mencionadas nas planilhas da Odebrecht, através da prestação de contas do Diretório Estadual do partido em 2010 e da conta de campanha eleitoral de Aécio, então candidato ao Senado naquele ano. Elas foram realizadas pela empresa Leyroz de Caxias Indústria Comércio & Logística Ltda, cujos dados também constam nas planilhas hoje divulgadas. Segundo a nota, a prestação de contas de campanha do PSDB de Minas Gerais em 2010 e do senador Aécio Neves foram julgadas e aprovadas sem ressalvas pela Justiça Eleitoral.

A nota diz que as doações ocorreram na forma legal e estão demonstradas nos documentos públicos registrados pelo PSDB junto ao TRE-MG. A empresa Leyroz de Caxias Indústria Comércio & Logística Ltda, CNPJ 06.958.578/0001-31, efetuou um depósito na conta de campanha do Partido (CEF – Agência 0935 – Conta 1456-5 – CNPJ: 24.059.610/0001-29) no valor de R$ 1.600.000,00, na data de 28/09/2010. O recibo eleitoral emitido para doação foi o de Nº 45000262313.

Em 21/09/2010, segundo a nota, a empresa Leyroz de Caxias Indústria Comércio & Logística Ltda, CNPJ 06.958.578/0001-31 efetuou um depósito na conta de campanha do senador Aécio Neves (Banco Bradesco – agência 0465-0 – conta 450000-8- CNPJ: 12.179.474/0001-21) no valor de R$ 96.000,00. O recibo eleitoral emitido para doação foi o de Nº 45000243569.

Os investigadores ainda não conseguem afirmar se as doações foram feitas legalmente ou por meio de caixa 2. Outros documentos descobertos pela Lava-Jato indicam que alguns desses repasses possam ter sido feitos sem o conhecimento da Justiça Eleitoral. Na lista, estão políticos de vários partidos. Chama a atenção que os nomes estejam relacionados a codinomes. O senador José Sarney (PMDB), por exemplo, é chamado de “Escritor”. Renan Calheiros, o “Atleta”. Eduardo Paes, prefeito do Rio, tem como codinome “Nervosinho”. Eduardo Cunha (PMDB) , presidente da Câmara dos Deputados, é o “Caranguejo”. O senador Humberto Costa (PT), “Drácula”. O também senador Lindbergh Farias (PT) aparece como “Lindinho”, como, de fato, é conhecido. O apelido de Manuela Pinto Vieira d’Ávila, deputada federal pelo PC do B, é “Avião”.

A soma dos valores é de R$ 55,1 mil, mas pela quantidade de nomes, e o patamar de gastos das campanhas eleitorais, pode ser que a quantia seja, na verdade, de R$ 55,1 milhões.

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