O motoboy Fabrício Pereira de Sousa, 31 anos, que trabalha no aplicativo de delivery iFood, voltava para casa, em Planaltina, por volta das 23h50, quando presenciou o acidente que matou os garis Ilda Barbosa de Sousa, 52 , e Anísio de Souza Lopes, 48. Os dois foram atropelados por um motorista bêbado, na BR-020.

Ilda de Sousa. Foto: Divulgação

Fabrício classificou o crime como uma “cena de terror”. Ele comentou que voltava do Plano Piloto quando o condutor que atingiu os dois garis o ultrapassou, cerca de 300 metros antes do acidente.

“Estava andando em alta velocidade. Muito rápido. Pouco tempo depois, eu presenciei ele perdendo o controle da direção. O motorista puxou para o acostamento e atropelou as vítimas. Pegou em cheio. Passou por cima e ainda arrastou os corpos por cerca de 70 metros. Em seguida, capotou e parou num barranco”, detalha Fabrício.

Segundo o motoboy, um passageiro saiu do veículo dizendo que o motorista estava bêbado e fugiu. Fabrício retirou o condutor do carro, com medo de o automóvel pegar fogo, e disse que ele estava completamente desnorteado.

“Saiu perguntando onde estava, aparentemente desorientado, e também tentou fugir. Eu não deixei e fiquei segurando ele com a ajuda de outras testemunhas. Quando os bombeiros chegaram, as vítimas já estavam sem vida.”

“Tudo muito triste. A cena era pesada. Assustadora. Ainda tentamos ir atrás do passageiro. Ele correu e não o achamos mais”, lamenta o entregador.

O acidente

Ilda e Anísio voltavam do trabalho quando aconteceu a tragédia. Eles haviam acabado de fazer a limpeza nas ruas de Sobradinho II e seguiam para casa. De repente, foram surpreendidos fatalmente pelo Ford Ka. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), as vítimas morreram na hora.

Anísio Lopes. Foto: Divulgação

Os ciclistas estavam com o uniforme do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e trafegavam pelo acostamento da rodovia quando foram atropeladas, por volta da meia-noite. Os dois trabalhavam para a empresa Valor Ambiental.

O motorista é Josué Alexandro Reis, 40 anos. Segundo um agente da Polícia Civil do DF (PCDF) que compareceu ao local, duas testemunhas o reconheceram como autor do crime. Ele recebeu voz de prisão e foi e encaminhado à 13ª Delegacia de Polícia Civil (Sobradinho). O caso é investigado como homicídio culposo (sem intenção de matar) e embriaguez ao volante.

Após o acidente, apesar de ferido, o condutor recusou atendimento por parte da equipe médica do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). Na manhã desta quinta-feira (6/8), ele foi encaminhado ao Hospital Regional de Sobradinho, onde recebeu os atendimentos. Logo depois, Josué seguiu para a carceragem do Departamento Especializado de Polícia (DPE), no Parque da Cidade.

Com informações do Metrópoles