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Acreano grava momento em que leva ‘mata-leão’ de guarda (Assista o vídeo)

Da redação | 11/05/2017 18:16

Após levar um mata-leão de um militar em Portugal e transmitir ao vivo a agressão no Facebook, o acreano Jair Costa, de 26 anos, contou o que aconteceu antes da gravação.

Ele estava na Repartição de Finanças, na cidade de Montijo, em Portugal, quando um guarda o abordou, aplicou um mata-leão e o prendeu. As imagens tiveram proporção internacional desde terça-feira (8), quando o fato ocorreu.
O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou  que tomou conhecimento do fato pela mídia e que não foi contatado até esta quinta (11).
“Aguardam-se informações mais detalhadas para que sejam tomadas as medidas cabíveis. O cidadão brasileiro Jair Costa, segundo a imprensa local, foi detido para esclarecimentos e, em seguida, liberado”, enfatiza.

Costa está há quase três anos morando em Portugal, trabalha como técnico em unhas de gel e também é designer de sobrancelhas. Além disso, se prepara para dar um curso de unhas em Portugal. Ele conta que procurou a repartição para que as funcionárias o ajudassem a fazer seu IRS – declaração de impostos anual. Porém, segundo ele, a funcionária pediu que ele aguardasse até às 14h.
“A funcionária disse que não fazia IRS, então, pedi uma declaração informando que elas não podiam me ajudar. Ela disse que eu aguardasse até às 14h que a colega dela ia me dar. Eu me levantei, agradeci e disse que da próxima vez ela fosse mais educada. Liguei para o meu companheiro contando que eu tinha sido maltratado e foi quando o policial me abordou”, conta.
O técnico diz ainda que tentou fazer a declaração em casa, porém, o computador dele não aceitava o programa e que um contabilista também foi procurado, mas não sabia sanar as dúvidas de alguns pormenores. “O policial me chamou lá fora, disse que era policial e falou: ‘eu vou ser curto e grosso com você, porque estou com alergia e estou sem paciência’”, relembra.
Durante a conversa, o acreano conta que o policial exigiu que ele se retirasse da repartição, porém, Costa disse que foi orientado a aguardar até às 14h e assim o faria. Em seguida, o policial argumentou dizendo que as funcionárias não eram obrigadas a ajudá-lo. O guarda, então, pediu novamente o documento de residência de Costa.
“Eu disse que era cidadão europeu. Estou aqui há três anos, pago meus impostos como todo mundo e não sou uma pessoa ilegal. Liguei para o meu companheiro de novo, ele estava no tribunal, falei com uma advogada e ela disse para eu aguardar minha vez”, conta.
Mas, Costa diz que o policial voltou a abordá-lo exigindo novamente que ele fosse embora e alegando que ele estava perturbando um órgão público. “Ele disse: ‘você sabia que posso te prender e dificultar sua residência?’ Pedi desculpas, mas disse que só me retiraria dali após ser atendido às 14h.
Os dois chegaram a discutir dentro do órgão e o acreano relembra que o guarda pediu para falar com a superiora e retirá-lo do local. Ao se levantar e questionar uma funcionária se estava incomodando, Costa disse que informou que faria uma transmissão ao vivo para mostrar sua indignação pela forma que estava sendo tratado.
No vídeo, que tem duração de três minutos e 14 segundos, o rapaz foi asfixiado até perder a consciência e depois foi detido e teve o celular apreendido pelo policial.
“Estou aqui diretamente das finanças porque vim resolver a situação do meu IRS e está aqui esse policial que está querendo me abordar falando que eu tenho que sair daqui de dentro, porque eu estou desrespeitando um órgão público”, diz o acreano no início do vídeo.
Logo em seguida, o policial se aproxima e já inicia o golpe. “Jair, nós sabemos que há uma coisa chamada direito de imagem”, diz o policial. O acreano pede que o policial o solte por várias vezes. “O senhor não pode fazer isso, por favor me solte”, fala Costa. Algumas mulheres que estavam no local, pedem que o policial pare.
“Eu desmaiei e quando acordei ele estava dando tapas na minha cara. Ele me puxou brutalmente, falou que estava preso e que meu celular estava apreendido”, relembra.
Até esta quinta-feira (11), Jair continua sem o celular e diz que foi ouvido no tribunal.

Com informações- G1

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