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Práticas da AB InBev na Bélgica são alvo de investigação antitruste

BRUXELAS – As autoridades antitruste da União Europeia (UE) abriram uma investigação sobre as práticas da cervejaria Anheuser-Busch InBev na Bélgica. O objetivo é verificar se a empresa está bloqueando ilegalmente importações mais baratas de suas próprias cervejas para o mercado belga, disse, na quinta-feira, a Comissão Europeia.

A investigação ressalta a repressão da autoridade de defesa da competição de mercado contra as empresas que buscam impedir o chamado “comércio paralelo”, no qual produtos mais baratos de um país são levados para serem vendidos em outros países.

“A AB InBev pode estar buscando uma estratégia deliberada para restringir o chamado ‘comércio paralelo’ de suas cervejas de países menos caros, como Holanda e França, para o mercado belga, que é mais caro”, afirmou a Comissão em um comunicado.

De acordo com a Comissão Europeia, a investigação vai focar em verificar se a cervejaria muda a embalagem das latas ou garrafas de cerveja para torná-las mais difíceis de serem vendidas em outros países e se a AB InBev restringe o acesso de varejistas não belgas a descontos para evitar que eles enviem cerveja mais barata para a Bélgica.

MULTA DE 10% DA RECEITA GLOBAL

Caso as irregularidades fiquem comprovadas, a cervejaria belgo-brasileira corre o risco de ter de pagar uma multa de até 10% de sua receita global, que somou US$ 43,6 bilhões em 2015.

Procurada pela Reuters, a AB InBev confirmou a investigação e disse estar cooperando com os trabalhos, acrescentando que não seria apropriado comentar a investigação ou suas potenciais consequências.

A empresa dona da Budweiser tem 53% do mercado de cervejas da Bélgica e já havia sido investigada pela Comissão Europeia por agir para fixar preços na Holanda. A companhia escapou das multas em 2007 porque foi a primeira a contar à Comissão sobre o cartel.

No começo do ano, em outro caso envolvendo a cervejaria, autoridades da UE mandaram que a Bélgica fizesse com que a empresa pagasse impostos devidos, após a UE considerar ilegal um benefício tributário oferecido a multinacionais operando no país.

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