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Bolsa oscila com cenário político e petróleo; dólar cai e vale R$ 3,77

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RIO – A tensão no cenário político e a volatilidade do preço do petróleo fazem com que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) oscile nesta terça-feira. Seu índice de referência Ibovespa, que alternou entre os campos positivo e negativo várias vezes durante a manhã, agora cai 0,35%, aos 49.075 pontos. Enquanto isso, os mercados externos caem depois de a divulgação de um tombo nas exportações da China ter reacendido a preocupação dos investidores com o crescimento do país asiático. No câmbio, o dólar comercial opera em queda de 0,71%, a R$ 3,768 para compra e a R$ 3,770 para venda.

As exportações chinesas sofreram em fevereiro uma queda de 25,4%, totalizando US$ 126,1 bilhões, indicaram nesta terça-feira os serviços alfandegários do país asiático. Os dados são piores que os previstos pelos analistas consultados pela agência Bloomberg, que apostavam em um retrocesso de 14,5%.

Na Europa, o índice de referência Euro Stoxx 50 cai 0,14%, enquanto a Bolsa de Londres tem baixa de 0,30%. Em Paris, a queda é de 0,35%, e em Frankfurt, de 0,28%.

Nos EUA, o índice Dow Jones recua 0,20%, enquanto o S&P 500 — que fechou ontem no maior patamar em nove semanas — cai 0,56%. O Nasdaq tem baixa de 0,43%.

SETOR DE CELULOSE DESPENCA

Entre as ações brasileiras, a Petrobras oscila com força. Agora, o papel ON (com voto) — que já chegou a subir quase 3% — cai 2,72%, a R$ 9,64, enquanto a PN (sem voto) sobe 0,40%, valendo R$ 7,39.

— No cenário político há bastante movimento, com várias delações previstas no radar e a condenação do executivo Marcelo Odebrecht. Com isso, a Petrobras está bastante volátil, o que também acontece por causa do comportamento do petróleo hoje — disse Rafael Ohmachi, analista da corretora Guide.

O petróleo do tipo Brent, que subia pela manhã, agora cai 1,52%, a US$ 40,23. O movimento se acentuou com a abertura das Bolsas americanas e, segundo analistas, é estimulado por especulações sobre um possível aumento dos estoques do petróleo no mercado americano.

A Vale ON — que acumulou até segunda-feira alta de 52,9% em seis pregões consecutivos, embalada pelo minério de ferro — cai 10,07% (R$ 16,84), e a PN cai 8,92% (R$ 11,63). Segundo Ohmachi, o papel cai com uma realização de lucros depois das altas recentes e também em reação ao acordo entre a Vale e Fortuescue, pela qual a empresa terá opção de comprar fatia da concorrente. Segundo o analista da Guide, os investidores ficaram preocupados com o impacto do anúncio na alavancagem da companhia no futuro.

No setor bancário, os papéis ganharam força após alguns minutos de pregão. O Banco do Brasil ON tem alta de 3,34% (R$ 18,87), e o Bradesco PN sobe 2,33% (R$ 26,77). O Itaú Unibanco PN avança 1,44% (R$ 31,68).

As fabricantes de papel e celulose apresentam as maiores variações percentuais do Ibovespa, após a divulgação de novos dados negativos sobre o mercado de papelão e a queda recente do dólar (por serem exportadoras, essas empresas se beneficiam de um real mais fraco). Segundo informou nesta terça-feira a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO), as vendas de papelão ondulado caíram 3,9% em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2015, e 5,1% frente a janeiro.

A Fibria recua 8,42% (R$ 32,92), enquanto a Klabin tem baixa de 6,60% (R$ 19,66) e a Suzano, de 7,53% (R$ 12,40).


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