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Mulheres empreendem para diminuir desigualdades do mercado de trabalho

Da redação | 11/11/2016 16:57

igualdade-direitos-mulheresO cenário de um mercado de trabalho pouco promissor para as mulheres – no Brasil, embora elas sejam a maioria da população (51,4 %), segundo o IBGE, e terem maior tempo de estudo (7,8 anos) em relação aos homens (7,4 anos), levantamento da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) aponta que a desigualdade de salários em comparação com os homens ainda excede os 25 %. Diferença que, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), só será nula daqui 87 anos – ao invés de desestimulá-las, vem motivando o empreendedorismo entre elas. Pouco dispostas a esperar tanto tempo para obter as mesmas oportunidades na conquista pelo emprego, cada vez mais elas optam por abrir o próprio negócio.

Nos Estados Unidos, as mulheres já despontam na participação no desenvolvimento econômico do País, segundo informações do Índice Global de Desenvolvimento de Empreendedorismo por Gênero. O Brasil aparece na 36ª colocação do levantamento, com 43 % dos donos de empresas do sexo feminino. Do total de empreendimentos ativos no País, 30 % estão sob o comando das mulheres ou as têm como sócias.

Quando a presença da mulher no comando das empresas é relacionada ao tamanho dos empreendimentos, a pesquisa aponta que elas já são maioria (59 %) nas pequenas e médias. Nas empresas classificadas como MEI – Microempreendedor Individual – o percentual sobe para 98,5 %, segundo pesquisa da Mosaic.

 

Elas não quiseram esperar

Ainda na faculdade, Andréa Varalta Abrahão, 37, abriu um consultório e contratou uma fonoaudióloga, tornando-se estagiária da própria funcionária. “Isso aconteceu depois que um programa de doação de próteses auditivas foi aberto em Franca. Eu me credenciei como empresa para prestar o serviço, mas como ainda não tinha me formado, contratei uma profissional que pudesse fazer o atendimento e adaptar os aparelhos. Ao atender a população, percebi que as pessoas que estavam ali tinham esperado muito pela prótese. Era minha oportunidade de negócio”, relata.

Anos depois, Andréa criou a Direito de Ouvir, para fornecer aparelhos auditivos e ajudar pessoas com perda de audição a restabelecerem o sentido. Em 2013, a fonoaudióloga lançou o sistema de franquias da marca. Um ano depois, a empresa foi adquirida pela multinacional Amplifon. Andréa tornou-se sócia e diretora técnica da rede. Hoje, a Direito de Ouvir conta com sede própria, cinco franqueados e mais de 80 fonoaudiólogas credenciadas que atendem em mais de 400 localidades no Brasil. 

Outro exemplo de “impaciência” é o de Graziela Bezerra, 35. Quando concluiu a faculdade de Administração de Empresas, aos 23 anos, Graziela adquiriu sua primeira franquia, do Instituto Embelleze, em Divinópolis (MG). “Sempre tive o sonho de ser empresária. Mesmo muito jovem, quando era funcionária nas empresas, ficava imaginando como seria quando eu tivesse o meu próprio negócio. Escolhi ter uma franquia de beleza, porque sempre gostei da  área”, conta.

Graziela diz ser muito gratificante capacitar pessoas e depois vê-las atuando na profissão que escolheram, muitas vezes com

o próprio salão de beleza. Segundo ela, a experiência positiva dos alunos e o boca a boca ajudaram a franquia a ficar conhecida. “Investimos muito em ações sociais para divulgar nosso trabalho. A população se beneficiava com cortes, manicure e outros cuidados para levantar a autoestima; nós nos tornávamos mais conhecidos, com a divulgação do trabalho, e os alunos ganhavam com o exercício da prática das técnicas aprendidas no Instituto Embelleze.” Com o sucesso da primeira escola de beleza em Divinópolis, Graziela expandiu o negócio para as cidades de Passos e Itaúna. Hoje, além dos 130 funcionários, administra a casa e as demandas da família. Para ela, a mulher tem um poder de superação incomparável. “Somos capazes de chegar onde quisermos, se acreditarmos.”

Sobre a Direito de Ouvir

No mercado desde 2007, a missão da Direito de Ouvir é possibilitar às pessoas com perda auditiva uma melhor qualidade de vida através de uma ampla variedade de aparelhos com preços acessíveis e alta tecnologia. A empresa adotou formato de franquia em 2013 para possibilitar que empreendedores de diferentes segmentos – e não apenas fonoaudiólogos – pudessem ter a chance de trabalhar com a marca, considerada uma das mais importantes no segmento de aparelhos auditivos no Brasil. O sucesso fez com que em 2014, a rede se juntasse à multinacional Amplifon, líder mundial em soluções auditivas, presente em 22 países. A Direito de Ouvir possui cerca de 400 fonoaudiólogas credenciadas, uma loja própria e cinco franquias em diferentes regiões do país. 

 Sobre o Instituto Embelleze

A maior rede de franquias do mundo voltada para a formação de profissionais do setor de beleza foi fundada no Brasil em 1998. Atualmente, as unidades do Instituto Embelleze estão presentes nas principais cidades do país, abrangendo todos os estados, distribuídas em 392 franquias. Já são mais de 1 milhão de profissionais formados em cursos como cabeleireiro, maquiador, pedicure, manicure, barbeiro, penteados profissionais, depilação e outras diversas especializações

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