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Vice de futebol descarta instabilidade de Muricy e quer Libertadores

RIO – Um time que ainda não deu liga. Assim o vice-presidente de futebol do Flamengo, Flávio Godinho, define a equipe que estreia neste sábado no Brasileiro, às 16h, contra o Sport, em Volta Redonda. Após eliminações antes das finais da Primeira Liga e no Carioca, a missão de Muricy Ramalho é transformar um elenco internamente elogiado em um bom time na prática. Isso não significa que o treinador balance no cargo.

– Não está na minha cartilha considerar a hipótese de prescindir do trabalho dele – garantiu Godinho, em entrevista ontem ao GLOBO.

– Cogitamos alguns técnicos estrangeiros como Sampaoli, Bielsa, Sabella e Bauza, e, depois de muito refletir, achei que o Muricy era a tampa da panela do Flamengo.

A competição que se inicia é a quarta na gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello. Nunca o Flamengo superou a 10ª posição, nem sequer chegou aos 50% de aproveitamento. Melhorar a posição só um pouco, para Godinho, “não tem graça”. Apesar de não falar em título na competição, que avalia ser equilibrada por ter um nível técnico baixo, ele diz que a meta rubro-negra é disputar a Libertadores de 2017. Antes mesmo do início do Brasileiro, Godinho já é cobrado pela torcida.

– A expectativa (com a chegada do Muricy) era muito grande e é amplificada pelos primeiros anos da administração do Bandeira de Mello, em que o futebol não teve nenhum resultado. É quase como se tivesse uma carga extra pelos resultados dos anos passados – afirmou, que vê Muricy como um aliado para virar esse jogo. – O trabalho é de longo prazo, mas ele já quer ganhar amanhã.

A cultura do futebol brasileiro é impiedosa ao culpar treinadores, mas o fato é que o rubro-negro não trouxe um dos reforços que Muricy pedia: um zagueiro veloz, característica que não encontra na dupla Wallace e Juan – recém-promovido dos juniores, Léo Duarte ainda precisa ganhar experiência.

– Não se trata de se eximir de responsabilidade. Nós não contratamos um zagueiro porque não tivemos um nome de consenso. Como na maioria das contratações, a gente não quer errar – explicou. – Agora já temos alguns nomes de consenso, e é por isso que vai vir.

O Flamengo quer trazer dois zagueiros: um considerado de renome (Cleber, do Hamburgo, é um dos desejados) e um jovem promissor (que seria Juninho, do Coritiba). A tendência é que um deles, vindo do futebol internacional, só tenha condições de jogo na abertura da janela de transferência em junho.

Amanhã, no Raulino de Oliveira, o Flamengo voltará a sua maratona de jogos fora de sua cidade, seja como mandante ou visitante. No primeiro turno, serão seis jogos em Volta Redonda e três em Brasília. A capital federal deve receber mais duas partidas no returno e o Pacaembu é opção para um Fla-Flu, como aconteceu em março. O Flamengo conta com o Maracanã a partir de outubro.

Hoje, Muricy comandou um treino fechado e há dúvida sobre como montará sua equipe no setor ofensivo. A tendência é que Emerson Sheik volte ao time ao lado de Guerrero, deixando apenas uma vaga para Everton ou Marcelo Cirino. No Sport, o Flamengo reencontrará o técnico antecessor de Muricy, Oswaldo de Oliveira, que dispõe de Diego Souza, ex-Flu, e o volante Luiz Antônio, ex-Fla.

Flamengo x Sport

Flamengo: Paulo Victor, Rodinei, Wallace, Juan e Chiquinho; Cuéllar, Willian Arão e Mancuello; Marcelo Cirino (Everton), Guerrero e Emerson Sheik.

Sport: Magrão, Samuel Xavier, Henriquez, Durval e Renê; Rithely, Gabriel Xavier (Luiz Antônio), Mark González, Reinaldo Lenis e Diego Souza; Vinícius Araújo.

Juiz: Marcelo Aparecido de Souza (SP)

Local: Estádio Raulino de Olveira, em Volta Redonda.

Horário: 16h.

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