A decisão do torneio mais tradicional de base do Brasil foi movimentada desde o começo, com boas chances para ambos os times, mas a primeira etapa terminou sem gols. Já no segundo tempo, as redes balançaram logo nos minutos iniciais. O Grêmio abriu o placar aos sete: Fabrício recebeu pela esquerda, deu uma caneta em Leonardo, cruzou rasteiro e viu a bola desviar no zagueiro colorado Tiago Barbosa e entrar.

Na comemoração, Alison Calegari subiu no alambrado da arquibancada verde e foi expulso ao receber o segundo cartão amarelo. E o Inter aproveitou para responder rapidamente: aos 12, Matheus Monteiro cruzou da esquerda e Guilherme Pato empurrou para empatar o clássico.

O jogo ficou lá e cá, e as torcidas começaram a fazer mais barulho. O tobogã e a arquibancada vermelha foram destinados aos colorados, enquanto os tricolores ocuparam os outros setores. Apesar da separação no estádio, os rivais se misturaram nas ruas de acesso e não houve registro de confusão.

Com o passar do tempo, o ritmo diminuiu. Talvez em razão do cansaço causado pela sequência de nove jogos em pouco mais de 20 dias. Ou talvez pela precaução de não se arriscar e acabar sofrendo um gol na parte final da partida.

O Inter, com um jogador a mais, até tentou alguns ataques principalmente pelo lado esquerdo. O Grêmio se recuou e conseguiu encaixar bom contragolpe apenas nos acréscimos. Até que o juiz apitou o fim da partida, e a decisão foi para as cobranças de pênalti.

O Inter ganhou por 3 a 1. Os gremistas Vitor Prado, Wesley Moreira e Gabriel Gonçalves acertaram a trave – Gazão foi o único que converteu para o time tricolor. Do outro lado, Matheus Monteiro parou no goleiro Adriel, mas Cesinha, Tiago Barbosa e Carlos Eduardo balançaram as redes.

Foi o quinto título da Copinha conquistado pelo Inter (já havia sido campeão em 1974, 1978, 1980 e 1998). Já o Grêmio segue sem nunca ter vencido o torneio de base e agora acum