Esportes – O Cage Warriors, um dos principais torneios exportadores de talentos europeus para o UFC, promoveu seu evento de número 106 no último sábado em Londres. A “Noite de Campeões” teve nada menos que seis cinturões em jogo. Três dessas lutas terminaram em nocaute, uma em finalização, e uma num empate por decisão majoritária. O evento principal, todavia, foi o assunto do fim de semana mesmo tendo terminado em “No Contest” (sem resultado) no terceiro round.

Campeão interino do peso-meio-médio, o dinamarquês Nicolas Dalby, ex-UFC, enfrentou o invicto escocês Ross Houston, campeão linear, numa luta pela unificação dos cinturões. O combate foi o mais movimentado do evento, com muita entrega dos dois atletas. No entanto, uma cotovelada do escocês na testa de Dalby em meados do primeiro assalto abriu um corte profundo, que resultou num sangramento em profusão do dinamarquês. Ele seguiu na luta após o cutman fechar o corte no intervalo.

No segundo round, porém, foi a vez de Dalby quebrar o nariz de Houston com um cruzado de direita, e o escocês também começou a sangrar bastante. A partir daí, o sangue foi deixando a superfície do cage muito escorregadia, e os dois lutadores mal conseguiam se manter em pé.

Visando preservar a segurança dos atletas, o árbitro Marc Goddard optou por encerrar a luta durante o terceiro round, ao perceber que não havia condições de lutar naquela superfície, feita de vinil, diferente da lona usada pelo UFC e pelas principais organizações de luta do mundo. O incidente levou a discussões nas redes sociais entre os promotores do Cage Warriors e árbitros respeitados como John McCarthy, sobre a segurança de cada superfície usada para lutas.

Para Dalby e Houston, pouco importou. Ambos mantiveram seus cinturões e foram muito celebrados pelos fãs pela coragem e dedicação. Eles concordaram que a luta merecia uma revanche, e fizeram campanha para que o novo duelo acontecesse no UFC, que tem um evento marcado para Copenhague, na Dinamarca, em 28 de setembro. Com informações do Combate.