Helderson Filhão fará participação inédita em Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu nos Estados Unidos
Manaus - Amazonas - 14:18
16 de Julho de 2019

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Helderson Filhão fará participação inédita em Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu nos Estados Unidos



O atleta surdo que iniciou a sua carreira aos 12 anos de idade, hoje com seus 29 anos recentemente completos, “Helderson Filhão”, o competidor na categoria faixa preta, coleciona 24 vitórias quase todas vencidas por finalização nos seus adversários.

Desta vez, Filhão irá a convite da Sport Jiu-Jitsu Internacional Federation (SJJIF World), a competição é com Kimono e sem Kimono – No Gi e Gi, e se dividirá para ouvintes dia 27, já para surdos será dia 28 de novembro, onde Filhão fará três lutas, pela primeira vez da SJJIF Worlds, o campeonato mundial que será na Arena Long Beach, na Califórnia (EUA).

Antes dessa grande oportunidade, Filhão defendeu sua categoria como único atleta faixa preta surdo do Amazonas, em maio deste ano com expressiva vitória no Open Brasil Jiu-Jitsu 2017, na cidade Rio de Janeiro. Filhão irá representar o Brasil como atleta surdo na categoria faixa preta levando o nome da academia EnerGym Fitness – Nova União, onde treina até hoje.

Além de Jiu-Jitsu o atleta se dedica ao MMA (Mixed Martial Arts) mais uma modalidade esportiva e que faz questão de divulgar para comunidade de surdos, no qual pertence à categoria dos 79kg.

De todas as competições que Filhão participou essa pode ser considerada a chance de vencer para os surdos e pelos surdos. “É um sonho que está se realizando tanto pra mim, mas principalmente para ele, por ser o único campeão brasileiro surdo de faixa preta a disputar um campeonato tão desejado por muitos atletas”, conta Vanessa Rolim, irmã e intérprete do atleta.
Incentivo para a inclusão dos surdos no esporte

Durante a passagem de Helderson Filhão pelo cidade maravilhosa (RJ) na semana que antecedia a sua ida para as Américas, o atleta surdo participou de gravações com Cleber Maia, presidente da Sport Jiu-Jitsu South American Federation (SJJSAF) e Líder da Equipe LPM, onde tem projetos sociais com grande apoio e grande estima por Filhão.

 

“Os surdos que conhecem minha história sabem as dificuldades que vivi, não apenas por ser atleta, mas pelas falta de confiança que não tive como lutador com deficiência como a minha, que mesmo assim não desiste. Mas hoje com apoio do meu professor Fernando Barros, queremos mostrar que é possível, um atleta amazonense e com surdez é capaz de trazer um título inédito para que outros surdos tenham o incentivo que eu desejo e seguir carreira”, lembra Filhão ao ressaltar a falta de inclusão no esporte.

 

 

A comunidade nos apoia, espera muito de nós e queremos trazer essa vitória para fortalecer a incentivar quem quer treinar e seguir uma carreira no esporte. Não é fácil deixarmos família e trabalhos por um tempo longo. Mas estamos aqui com muita fé. E vamos trazer essa conquista para o Brasil!”, finaliza o atleta.
Filhão tem ao todo 28 lutas em seu histórico ganhando um total de 24 adversários a maioria por finalização. Para sua irmã e empresária, Vanessa Rolim, reconhece em Filhão a determinação e disciplina nos treinos e se prepara cada vez mais, por isso, o incentiva na ida às competições dentro e fora de Manaus.

“Ele já participou de várias competições pelo país, essa é a primeira que vai competir nos Estados Unidos e em um campeonato com oportunidade para um surdo, sendo a oportunidade que ele precisa para retornar de lá com a vitória nas mãos”, comemora Vanessa, ao se referir à disciplina do lutador.

A dedicação dos treinos as vezes ultrapassa as 12 horas por dia, o lutador já se recuperou de um problema respiratório e passou por uma cirurgia no joelho – no menisco – onde com apoio da família, da equipe da academia, amigos e da empresária e irmã e maior incentivadora, Vanessa Rolim, Filhão vem para enfrentar seus adversários nesse campeonato inédito. “No início da carreira, enfrentamos juntos as dificuldades com patrocínios e preconceitos. Hoje está preparado para competir e trazer esse título inédito para o Amazonas e todos os aqueles que são surdos”, finaliza Vanessa.

 

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