Rio de Janeiro – O vice-presidente de relações externas do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, negou que o seu clube estivesse agindo nos bastidores para acelerar a volta das atividades no futebol, paralisadas desde março no Brasil em função da pandemia do novo coronavírus.

O dirigente defendeu que o Flamengo trabalha diariamente para ter o planejamento correto no momento em que ocorrer a liberação. O time, porém, foi o último a ampliar as férias do elenco em mais dez dias, até o fim de abril, medida que já havia sido adotada pela imensa maioria dos participantes das séries A e B do Campeonato Brasileiro.

“O Flamengo tem trabalhado dia sim e outro também com a possibilidade da volta do futebol. A volta requer muito planejamento. Não é só o prefeito ou o governador decretar que os clubes voltam a jogar. Precisamos de um plano prévio, até para não colocar os atletas em risco. É um problema complexo que tem que ser discutido enquanto estamos parados. Porque senão, quando acabar o confinamento, vamos demorar mais 30 dias para voltar”, afirmou o dirigente em entrevista à Fla TV.

BAP também minimizou a recente busca por empréstimo de R$ 50 milhões pelo Flamengo. O dirigente afirmou que se tratou de uma medida de precaução diante da queda de receitas provocada pela crise do coronavírus e a consequente suspensão dos torneios.

“Saiu na mídia que o Flamengo tomou uma linha de crédito como se o Flamengo tivesse com algum problema financeiro. Mas a gente não sabe o que vem pela frente. Temos que proteger o caixa para seguir cumprindo com os nossos compromissos. Foi por isso que tomamos essa decisão antes de outros clubes. Não tomamos dinheiro porque estamos quebrados, e sim para ter um extra, um balão de oxigênio, para não tropeçar”, garantiu.