Desatenção e falhas marcam derrota histórica do Manaus em oito anos

Por Azevedo em 8 de junho de 2021 às 15:21 | Atualizado 8 de junho de 2021 às 15:21

Manaus (AM) – O Manaus sofreu neste domingo, no estádio Raulino de Oliveira, sua maior goleada em oito anos de história. O 5 a 0 para o Volta Redonda, pela segunda rodada da Série C do Brasileiro deste ano, supera placares de derrotas como o 6 a 2 para o Remo, na Copa Verde de 2020, e o 5 a 1 para o Nacional, pelo estadual de 2015.

Mas o que fez o Manaus, que tinha vencido o Santa Cruz na estreia, por 2 a 0, e com propriedade, perder de goleada? Não houve um apagão, mas uma junção de fatores que fizeram com que a equipe não se encontrasse em campo. Acompanhe os tópicos abaixo.

Falhas e desatenção

O Manaus foi melhor do que o Volta Redonda até os 25 minutos do primeiro tempo. Depois disso, não se encontrou. Principalmente após a primeira parada técnica, aos 30. Mas diferentemente de quando perdeu por 6 a 2 para o Remo, também neste ano, que houve um apagão, dessa vez foi outra coisa.

O que foi determinante neste jogo foram as falhas e as desatenções, principalmente da defesa. Os três primeiros gols foram exemplos claros. O primeiro foi uma atrapalhada entre o lateral Assis e o goleiro Gleibson, que se esbarraram, e a bola sobrou para MV abrir o placar.

No segundo gol, marcado aos 38 segundos do segundo tempo, a defesa também dormiu. A bola foi lançada nas costas de Douglas Lima para Júlio Amorim. Ele cortou para o meio e, antes mesmo de Assis chegar na marcação, tocou para a entrada da grande área. Luciano Naninho chegou livre para escolher o canto e tirar de Gleibson.

O terceiro, aos sete, outra falha. MV avançou pela direita e chutou direto no gol. Na ânsia de sair para espalmar um possível cruzamento, o goleiro Gleibson saiu para abafar e foi pego de surpresa. Apenas viu a bola entrar.

O quarto gol foi um pênalti. Um toque de bola na mão do lateral Edvan. Foi algo que ele não esperava? Foi. Mas lateral e zagueiro sabem – ou deveriam saber – que quando atacante inicia a jogada, precisam colocar as mãos nas costas.

No quinto, como o time estava tentando o gol de honra, deu espaço para o contra-ataque. A bolas foi nas costas do zagueiro Thiago Spice, que também não contava com Ronaeel no setor, pois não tinha voltado ainda.

Ausências de jogadores

O Manaus teve poucas mudanças no jogo em relação à vitória por 2 a 0 sobre o Santa Cruz na primeira rodada. Assis e Anderson Paraíba foram titulares nas vagas de Dudu Mandai (machucado) e Philip. Este segundo também havia se machucado, mas se recuperou antes de jogo, só que ficou na capital amazonense por escolha do treinador.

E o que mudou no jogo? Na lateral esquerda, Assis estava muito inseguro e não conseguia retornar nas jogadas rápidas. Depois da falha do primeiro gol, perdeu a confiança e passou a errar mais. E a outra ausência teve um peso maior. Philip, que tinha feito um bom primeiro jogo, com assistência inclusive, não tem um substituto à altura.

Não que Anderson Paraíba não tenha qualidade, mas estava jogando na ponta direita, onde não é seu forte, e sim no meio. A ausência que causou maior estranheza, até mesmo para o próprio jogador, foi do meia Marcelinho, que sequer viajou. O treinador tem o direito de escalar quem quiser, mas deixar de fora um cara que tem qualidade no passe e experiência para um jogo fora de casa, é um desperdício.

Informações do Ge

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