Marcelinho foi até Brasília nesta quarta-feira para se encontrar com o presidente da República, com quem vestiu a camisa do Corinthians e posou para fotos e vídeos em rede social. De acordo com o depoimento de ambos nas imagens, o objetivo da reunião foi falar da “MP do Mandante”, sobre os direitos de transmissão, pela qual manifestaram apoio em seus discursos.

Casagrande- “Eu cheguei em 1975 nesse clube aqui, no Corinthians (apontando para a camisa). Comecei minha vida lá, corintiano de garoto, cheguei para jogar no dente de leite, nas categorias de base do Corinthians. Em 1979, a torcida do Corinthians abriu uma faixa no Pacaembu dizendo ‘anistia para os presos políticos e exilados políticos’. Em 1982, 1983, até 1985 essa camisa aqui era da democracia corintiana, essa camisa representa liberdade, representa democracia, e nenhum ex-jogador tem o direito de representar o clube politicamente. Eu também não tenho. Isso aqui é democracia. Isso aqui sempre foi democracia”,

DROGAS

Casagrande cumpriu duas jornadas diferentes em sua relação com a droga, do interesse e descoberta na adolescência à busca por sanar problemas que, na verdade, só ficariam piores com as diversas substâncias que consumia. “Conheci, gostei e já usei muito. Nos anos 70, existia um glamour por trás da droga, de você ficar mais criativo, de ter uma elevação espiritual. Era parte de uma filosofia de vida”, conta, lembrando que, com o tempo, essa ideia foi ficando cada vez mais distante da realidade. “A droga começou a tapar um buraco. As pessoas que me viam sorrindo não imaginavam que eu era melancólico. Meu dia não era legal se eu não fizesse nada para acabar com essa tristeza. Acordava, usava e ia fazer as minhas coisas.”