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Oficial nazista trabalhou para Israel depois da Segunda Guerra

Da redação | 30/03/2016 10:50

RIO — Um notório ex-oficial da SS, grupo criado para a proteção pessoal de Adolf Hitler, teria trabalhado como assassino para a inteligência israelense (Mossad).

O tenente-coronel Otto Skorzeny, já descrito pela inteligência britânica e americana como “o homem mais perigoso da Europa”, foi recrutado secretamente pela Mossad após a Segunda Guerra Mundial, de acordo com o jornal israelense “Ha’aretz”.

De acordo com o periódico, Skorzeny teria assassinado um ex-cientista espacial nazista. Heiz Krug, que trabalhou no desenvolvimento de foguetes usados para o ataque a Londres durante a guerra, desapareceu sem deixar rastros em Munique. Krug, à época, trabalhava em um programa de mísseis para o governo egípcio. Acredita-se que seu trabalho seria usado em um ataque a Israel.

O assassinato, de acordo com o “Ha’aretz”, foi realizado sob ordens da Mossad.

Temendo por sua vida após o ataque a outros cientistas, que também recebiam cartas contendo ameaças, Krug contratou o ex-oficial da SS para ser seu guarda-costas. No entanto, ele não sabia que Skorzeny atuava como agente duplo, trabalhando para o governo israelense.

Skorzeny gozava de grande prestígio no Terceiro Reich. Ele foi condecorado pessoalmente por Hitler com a maior honraria do regime nazista e integrou o grupo que resgatou o ditador italiano Benito Mussolini de seu cativeiro em 1942. No fim da guerra, ele foi capturado pelas Forças Armadas dos EUA, mas fugiu com a ajuda de três ex-oficiais da SS, disfarçados com uniformes americanos. Ele, então, voou para a Espanha, onde viveu sob o regime fascista do ditador Francisco Franco. A Mossad o localizou mas, em vez de assassiná-lo, preferiu recrutá-lo.

Skorzeny viveu o resto de sua vida na Espanha, onde morreu de câncer em 1975. No seu funeral, seus ex-colegas da SS deram-lhe a saudação nazista e cantaram canções do Terceiro Reich, sem saber que o amigo trabalhou para a inteligência israelense.

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