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Médico preso na ‘Maus Caminhos’ é transferido para CPE e dividirá cela com Adail Pinheiro acusado de Pedofilia

Da redação | 15/10/2016 21:33

mustafaokokO Mouhamad Moustafa, preso durante a Operação Maus Caminhos foi transferido para o quartel do Comando de Policiamento Especializado (CPE), na Zona Centro-Oeste de Manaus, nesta sexta-feira (14). O pedido da defesa foi deferido pela Justiça no dia 5 de outubro. Ele vai dividir cela com ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro.

Moutafa chegou ao local em uma picape da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), por volta de 11h30. Segundo o advogado Mauro Martins, a transferência do cliente para um presídio especial trata-se de um direito.

Ao G1, o comandante do CPE disse que Mustafa ficará na mesma cela que Adail por questões de logística. De acordo com ele, não há outro lugar para alojá-lo no quartel.

O caso
O médico Mouhamad Moustafa, apontado como chefe de uma esquema de desvio de verbas na saúde pública no Amazonas, teve o Patrimônio multiplicado 88 vezes mais. As informações são de investigações da operação “Maus Caminhos”, deflagrada pela Polícia Federal no dia 20 de setembro.

O montante desviado na fraude ultrapassa R$ 112 milhões. O dinheiro era utilizado na aquisição de bens de alto padrão, como avião a jato e shows particulares de bandas famosas no país.

A investigação que apontou a existência da fraude iniciou a partir de uma análise da CGU sobre a concentração atípica de repasses do Fundo Estadual de Saúde ao Instituto Novos Caminhos (INC), que é uma organização social sem fins lucrativos.

Um dos consultórios do médico, situado em um prédio comercial na Av. Djlama Batista, foi fechado pela Polícia Federal na tarde desta terça-feira (20) (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)
Um dos consultórios do médico, situado em um prédio comercial na Av. Djlama Batista, foi fechado pela Polícia Federal na tarde desta terça-feira (20) (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Segundo a PF, o grupo utilizava uma entidade social – no caso, o Instituto Novos Caminhos – para fugir dos procedimentos licitatórios regulares e permitir a contratação direta de empresas prestadoras de serviços de saúde administradas, direta ou indiretamente, por Mouhamad Moustafa.

De acordo com informações obtidas pelo G1, as fraudes nos serviços públicos de saúde do Estado do Amazonas propiciavam aos envolvidos no esquema uma vida luxuosa.

O esquema
As investigações constataram que o Instituto Novos Caminhos (INC) concentrava repasses vultosos feitos pelo Fundo Estadual de Saúde do Estado do Amazonas. De abril de 2014 a dezembro de 2015 foram repassados ao INC mais de R$ 276 milhões.

Em análise feita pela CGU foi constatado que o INC recebeu R$ 153 milhões a mais para a gestão de 165 leitos de baixa complexidade que o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto aplicou para a gestão de 378 leitos de alta complexidade.

A partir de então, foi identificada uma série de fraudes nos contratos de serviços de saúde, que ocorriam pela contratação de empresas comandadas direta ou indiretamente pelo médico e chefe da organização investigada, Mouhamad Mostafa.

Ele é sócio-administrador da Salvare Serviços Médicos Ltda e da Sociedade Integrada Médica do Amazonas Ltda (Simea), e controlava ainda a Total Saúde Serviços Médicos e Enfermagem Ltda, por meio de procuração emitida pela presidente do INC.

Ele realizava articulações junto ao governo para obter acesso às verbas públicas de saúde e, assim, conseguir as liberações de pagamentos junto às secretarias de governo.

Matéria e fotos G1

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