Amazonas – Na manhã de segunda-feira (10), foi agendado, pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o depoimento do ex-secretário de Saúde do Estado, Francisco Deodato Guimarães. O ex-titular da pasta estadual irá depor às 15h, do dia 20 de agosto, para esclarecer o tardio arquivamento de processos em 2018 e o chamamento de ex-servidores para atesto de serviços já pagos pelo executivo estadual à empresa Norte Serviços.

Para responder pelo mesmo assunto, também será ouvida pela Comissão, mas às 10h da próxima segunda-feira (17), a senhora Priscila Augusta Lira de Castro, servidora da Susam; e às 16h, o ex-secretário de Fazenda, Francisco Anóbio, igualmente citados pela ex-secretária executiva ex-gerente de compras da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Narelda da Silva Barros.

“A senhora Narelda depôs à CPI na última semana para esclarecer atesto que autorizou pagamento de R$R$ 868.000,00 por quatro dias de atendimento médico em municípios do Amazonas, durante ação do executivo estadual em 2017. Na ocasião, ela revelou ter assinado o processo apenas um ano depois da prestação do serviço. Ela teria sido chamada pela senhora Priscila, já na gestão do senhor Deodato, para assinar documentos a fim de que eles pudessem ser arquivados. Precisamos saber o porquê dessas assinaturas posteriores, inclusive, ao pagamento do serviço e, ainda, o porquê desse arquivamento tardio. O senhor Arnóbio vem porque de fato foi quem efetuou o pagamento”, explicou o presidente da CPI, deputado estadual Delegado Péricles.

Os processos indenizatórios referentes a serviços prestados pela Norte Serviços são alvo de investigação da CPI da Saúde. Além do serviço de lavanderia, declarado como prestado pela empresa ao Hospital de Campanha Nilton Lins e que teve pagamento suspenso após denúncia de fraudes e recomendação da Comissão ao executivo estadual; exames de conização e colposcopia também entraram em suspeita após membros constatarem que quase um milhão havia sido pago pelo atendimento a apenas 91 mulheres, durante quatro dias, em três municípios do interior do Amazonas.

“E a constatação de superfaturamento abusivo foi ainda mais confirmada com depoimento do médico contratado para realizar tal serviço. Ele esteve presente à CPI na última semana e apresentou documentos que provam que a especificação de atendimentos feitos por ele não são as declaradas em processo indenizatório, além de o valor cobrado por ele ter sido de R$78 mil, total muito aquém do recebido pela contratada pelo governo em 2017. E ele ainda não recebeu o que acordou no início”, concluiu o deputado.

Para esta semana, estão agendados depoimentos do senhor Frank Abreu (às 16h de quinta-feira) , empresário que se apresenta como proprietário da Norte Serviços na Susam; e do senhor Sérgio Chalub, proprietário da Líder Serviços, outra empresa que possui processos em diferentes vertentes com o governo do estado.