O Amazonas não merece essa afronta: Betinha, mulher de Arthur Virgílio, é pré-candidata ao Senado pelo PSDB

Por Sthefane Campos em 17 de novembro de 2021 às 8:34 | Atualizado 17 de novembro de 2021 às 8:34

Manaus – Na última segunda-feira (15), o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) lançou a pré-candidata ao Senado Federal da ex-primeira dama Elizabeth Valeiko, que é suspeita de comandar o maior esquema de corrupção na Prefeitura de Manaus quando seu marido era prefeito, além de vários escândalos envolvendo sua família.

Uma mulher com a vida pregressa, envolvida em escândalos de adultério, destruição de lares e suspeita de desvios milionários com o dinheiro público. Valeiko também é mãe de dois acusados no envolvimento do assassinato do engenheiro Flávio Rodrigues, seus filhos Alejandro Molina Valeiko e Paola Molina Valeiko.

Quem é Elisabeth Valeiko?

Betinha, esposa do ex-prefeito Arthur Virgílio, sempre foi alvo de duras críticas na internet pela ostentação de sua vida luxuosa, voando em jatinhos de luxo pelo Brasil, promovendo a campanha do marido na prévia para candidato ao Presidente da República pelo PSDB.

A revolta dos internautas é porque a vida de Elisabeth sempre foi humilde antes de casar com Arthur, não tinha dinheiro nem para pagar o aluguel e em apenas 4 anos ao lado de Arthur, ostenta uma vida de glamour, riquezas e ostentações, o que leva a pensar que o dinheiro de tudo isso veio da época em que foi primeira dama, porque para um simples mortal, essa riqueza não poderia vir de um salário de prefeito ou de um diplomata.

Corrupção 

Elisabeth é supostamente apontada como líder do maior esquema de corrupção durante a gestão do marido, o ex-prefeito Arthur Virgílio, na Prefeitura de Manaus. Um empresário revelou um suposto esquema onde ”Betinha” e Duda Ramos, proprietário da empresa DR7 Serviço de Obras de Alvenaria Ltda, recebiam 30% de todo o pagamento que os empresários realizavam em serviços na prefeitura. Empresários revoltados começaram a denunciar e as investigações já ocorrem no Ministério Público do Amazonas (MP-AM).

“Ela [Betinha] levava um percentual bem alto do empresário para manter o empresário (sic) na gestão do Arthur”, disse o denunciante.

Esse depoimento só confirma o que muitos eleitores manauaras já sabiam, que Manaus teve, na verdade, uma prefeita [Betinha], e não um prefeito de 2016 a 2020 [período da gestão de Arthur Virgílio]. Exemplo disso, foram os fechamentos de contratos pela prefeitura com valores exorbitantes influenciados por ”Betinha”, o que justifica atualmente os luxos divulgados nas suas redes sociais, supostamente com o dinheiro público desviado em um momento tão crítico da saúde na capital.

Filhos envolvidos em homicídio 

Elisabeth sempre vendeu a imagem de ser uma mulher conservadora, primeira dama honesta e solidária, esposa dedicada, família perfeita, mãe perfeita, mas de perfeita, não tem nada. Exemplo disso é que os dois filhos dela são acusados de envolvimento em um homicídio.

Alejandro Molina Valeiko e Paola Molina Valeiko, com quem Betinha gasta rios de dinheiro com advogados para livrá-los do crime, são os principais envolvidos no caso Flávio, que ocorreu em setembro de 2019, e até hoje ainda não teve um fechamento.

Assim como os filhos, Elisabeth também esteve na mira da Justiça sobre o caso, com três celulares e um tablet apreendidos para terem seus conteúdos analisados. Paola Valeiko foi indiciada por fraude processual devido a, no dia do crime, ter alterado o local onde o crime teria acontecido, já Alejandro responde na Justiça por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, omissão penalmente relevante e ocultação de cadáver.

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O homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos ocorreu no dia 29 de setembro de 2019, após uma festa na casa de Alejandro Molina Valeiko, filho da primeira dama, Elizabeth Valeiko.

Segundo a polícia, os amigos estavam na casa de Alejandro Valeiko bebendo e usando drogas. De repente, começou uma discussão, seguida de agressões com facas. O engenheiro Flávio dos Santos foi brutalmente esfaqueado e morreu.

Ainda conforme a polícia, o corpo de Flávio foi encontrado no bairro Tarumã, no dia 30 de setembro de 2019. O local onde estava o corpo fica próximo à casa de Alejandro. Desde então o crime é de grande repercussão em Manaus, lembrado como o caso que teve mais audiências remarcadas na Justiça, suborno e poder.

Ainda hoje (17), um vídeo completo das denúncias será divulgado no Portal CM7 Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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