Mordeu a língua: Delegado Pablo fala de criminalidade, mas é investigado pelo PF por corrupção e lavagem de dinheiro

Por Redação Lima em 24 de fevereiro de 2021 às 9:28 | Atualizado 24 de fevereiro de 2021 às 9:28

Manaus (AM) – Investigado por corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, pela Operação Seronato da Polícia Federal (PF) em maio de 2020, o deputado federal, Delegado Pablo (PSL), acaba de completar dois anos de seu mandato. Eleito com mais de 151 mil votos, ele integra o quadro de representantes do povo amazonense em Brasília.

Nas redes socais, Pablo prega contra a criminalidade, mas continua sendo investigado pelos crimes contra o poder público.

Pablo Oliva é investigado pela gestão de 2012, quando atuava como delegado lotado no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na zona oeste de Manaus. Ele teria viabilizado por debaixo dos panos, a venda da empresa de sua mãe, no valor de meio milhão de reais de forma criminosa, segundo a PF.

Diante do exposto, também são investigados familiares de Pablo e dois empresários que são amigos do parlamentar, que também teriam participação no esquema de corrupção.

No ano passado, em julho de 2020, a Justiça do Amazonas bloqueou os bens do delegado por ele ser um dos principais alvos da operação Seronato.

Agora, em 2021, quase um ano depois do escândalo que chocou toda a sociedade, o parlamentar permanece em silêncio. A segunda fase da investigação tem previsão para acontecer ainda este ano.

Veja vídeo da hipocrisia do delegado:

Vídeo publicado pelo próprio deputado, em 11 de fevereiro de 2021

 

Leia a nota da Polícia Federal na íntegra

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15/05/2020), a Operação Seronato, inaugurando a fase ostensiva de dois Inquéritos Policiais instaurados em janeiro e maio de 2019, respectivamente, para investigar as possíveis práticas de crimes como corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos, em Manaus, seis mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Juiz da 2ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Estado do Amazonas.

Os investigados são dois empresários, a sócia de uma das empresas supostamente envolvidas, um servidor da Polícia Federal, atualmente licenciado, e dois dos seus familiares.

As provas da materialidade delitiva e indícios de autoria, colhidos ao longo do primeiro Inquérito Policial, indicam que o servidor da Policial Federal teria se prevalecido do cargo ao fazer mau uso das informações obtidas durante a investigação que culminou com a Operação Udyat, deflagrada no ano de 2012, para viabilizar, de forma indevida, o agenciamento da venda de uma empresa pertencente a pessoa de sua família, pelo valor de R$ 500 mil.

Por meio da segunda investigação criminal, a Polícia Federal pretende esclarecer sobre as possíveis ocorrências de crimes de falsidade, favorecimento em razão do cargo e lavagem de dinheiro, em relação a fatos que envolvem a subcontratação, realizada por um consórcio de empresas que atuou na construção do Aeroporto Internacional de Manaus/AM, para que a empresa registrada, em nome do familiar do servidor da Polícia Federal, executasse o paisagismo do aeroporto, pelo valor de R$ 1.2 milhão de reais.

O nome da operação é uma alusão às suspeitas de que um dos investigados teria se prevalecido do cargo policial para cometer fatos que tinha por dever reprimir.

 

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