Manaus – Neste domingo (2), o militar do Exército Brasileiro, identificado como Jhonatan Corrêa Pantoja, de 18 anos, morreu com um tiro de fuzil, dentro do 7º Batalhão de Polícia do Exército (BPE), localizado na avenida São Jorge, bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus.

Até o momento, a origem do tiro está sendo investigada. A suspeita inicial teria sido suicídio, mas após o exame de necrópsia, essa possibilidade se apresentou menos sólida: o corpo de Jhonatan apresentava perfurações na cabeça, nos braços e na costas. Os hematomas levantam indícios de que a vítima tenha sido torturada até a morte por alguém de dentro da corporação. A família busca esclarecer o ocorrido.

Foto: Divulgação

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O tio de Jonatha afirmou que, por trabalhar há muitos anos na área de segurança, reconhece que os hematomas no corpo do sobrinho não foram causados pelo tiro do fuzil. Segundo ele, o soldado foi espancado dentro do batalhão.

“Meu sobrinho foi praticamente assassinado. Tem vários hematomas pelo corpo. Nós não tivemos as informações necessárias pra confortar a família. Queremos que os fatos sejam esclarecidos é que os culpados sejam punidos”, disse.

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O tio do soldado contou, ainda, que Jhonata estava há poucos meses servindo ao Exército. Jhonata se alistou ao Comando no ano passado, e, após ser chamado para servir, saiu do município de Borba, distante 149 quilômetros de Manaus, em busca de realizar o que era, para ele, um sonho de infância.

“Aquela farda era a vida dele. E ele foi brutalmente assassinado dentro do próprio órgão que ele admirava. Um jovem cheio de sonhos, com uma vida pela frente, e infelizmente aconteceu essa tragédia”, contou.

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Com informações do G1