Enquanto PL não for sancionado, sacolas plásticas continuarão sendo cobradas em Manaus; saiba os motivos

Por Thiago Quara em 11 de outubro de 2021 às 14:44 | Atualizado 11 de outubro de 2021 às 15:12

Manaus – Na última quarta-feira, (06), vereadores de Manaus que haviam votado em sua grande maioria, pela promulgação da Lei n. 485, de 7 de maio de 2021, proibindo a gratuidade de sacolas plásticas, voltaram atrás e desta vez aprovaram o PL de autoria do vereador Marcelo Serafim (PSB), que altera e proíbe a cobrança das sacolas plásticas em supermercados na cidade de Manaus, porém a nova legislação ainda não foi sancionado pelo prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) e nem publicado no Diário Oficial do Município, algo que tem gerado confusão e bate-boca entre clientes e balconistas.

Dona Francisca Almeida, 54 anos, revela que neste fim de semana, ela juntamente com sua família, estiveram em supermercado, localizado na Avenida Max Teixeira, na cidade nova e na hora de ir ao caixa foi surpreendida com o aviso: sacolas plásticas R$0,10 centavos.

“Isso é um abuso contra o consumidor, preço da agua, gás de cozinha, energia elétrica e agora sacolas plásticas, está tudo sendo cobrado nesse país, ninguém ver uma pequena melhoria, apenas cobrança e mais cobrança, disse a dona de casa.
O industriário Amarildo Felix, 35 anos, revela que em vários supermercados da cidade a sacola plástica continua sendo vendida aos consumidores.

“Se a lei foi revogada, o que tá faltando para ser sancionada? A atitude dos vereadores foi de extrema ´burrice´ de fazer uma lei sem ouvir comerciantes, empresários e preparar a própria sociedade para esta mudança, que no meu ponto de vista é de suma importância para o meio ambiente, mas está gerando mais impostos, para uma sociedade que está sem renda e sem emprego”, desabafou o industriário.

A Lei n. 485, de 7 de maio de 2021, oferece aos empresários um tempo hábil para se adequarem com a nova legislação municipal, que será de 12 meses, após este tempo as sacolas comuns e biodegradáveis ficarão proibidas de serem comercializadas na capital amazonense.

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