Empresário afirma que fez mais pelo Amazonas durante a pandemia do que Omar Aziz e deixa senador sem palavras

Por Vanessa Oliveira em 29 de setembro de 2021 às 23:10 | Atualizado 29 de setembro de 2021 às 23:10

Brasil – Nesta quarta-feira (29), o empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, foi ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, no Senado Federal, em Brasília. Na ocasião, o empresário esclareceu que, ao contrário do que a mídia esquerdista propaga, ele não é negacionista.

A primeira parte do depoimento do empresário Luciano Hang à CPI da Pandemia foi tumultuada. Diversas interrupções, de senadores favoráveis e contrários ao governo, marcaram a oitiva, desde a intervenção inicial do depoente às primeiras perguntas do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Em sua fala inicial, Hang rejeitou a pecha de “negacionista” e disse ser favorável à vacina. Afirmou que a CPI desrespeitou a memória de sua mãe, Regina, que morreu de Covid em fevereiro, em hospital da empresa Prevent Senior, investigada pela comissão.

O presidente da CPI também tentou descredibilizar o empresário, mas terminou visivelmente envergonhado.

“O senador [Omar Aziz] falou que eu não ajudei nessa pandemia. Para a cidade dele, eu mandei 200 cilindros de oxigênio, para a cidade dele. Enquanto que alguns diziam assim: Eu estou com as minhas mãos amarradas, que não posso mandar cilindros… Eu mandei 200 cilindros em menos de vinte e quatro horas”, disse o empresário.

Em uma postagem no R7, Thiago Contreira faz duras críticas à CPI da Covid a qual ele classificou como circo:

“Opinião: senadores desrespeitam Luciano Hang

A CPI virou um circo e a culpa é dos senadores que comandam a CPI da Covid

O que o Brasil está vendo no dia de hoje é lamentável, uma vergonha para o Senado. O depoimento do empresário Luciano Hang, proprietário da rede de lojas Havan, foi transformado em um circo, e a culpa é toda dos senadores que comandam a CPI da Covid.

O senador Renan Calheiros foi desrespeitoso. Mesmo sem citar nomes, não se pode chamar um depoente de “bobo da corte”, seja ele quem for, tenha o depoente a posição política que tenha.
Do mesmo modo, o presidente da CPI, Omar Aziz, não pode se transformar em um fiscal das virtudes, uma espécie tosca de comentarista de respostas do inquirido.

Já o senador Randolfe Rodrigues, contrariando qualquer prática democrática, chegou ao absurdo de proibir o depoente de usar adjetivos nas respostas.

Os senadores precisam ser lembrados de que estão na CPI para investigar o combate à Covid e, para isso, devem fazer perguntas objetivas, sérias e, é claro, deixar que os depoentes falem.

Também é preciso exigir isonomia por parte dos senadores. É absurda a diferença de tratamento que os senadores dispensam a Luciano Hang em relação aos depoentes “alinhados” com a oposição ao presidente Bolsonaro. Basta rever o depoimento da advogada dos ex-médicos da Prevent Senior ontem.

Para esta CPI ser levada a sério pela população, os senadores que a compõem devem esquecer os holofotes e lembrar que são funcionários do Brasil.”

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