Caso Vitória: marido corno e esposa infiel continuam soltos e crime sem solução

Por Letícia Souza em 17 de novembro de 2021 às 21:47 | Atualizado 17 de novembro de 2021 às 21:53

Manaus – O mistério que ronda o assassinato do sargento Lucas Ramon está distante de terminar. Após os donos da rede de supermercados Vitória, Joabson Agostinho e Jordana Freire, serem apontados pela Polícia Civil do Amazonas como os mandantes do crime, o casal segue em liberdade, bem longe das mãos da justiça.

A identidade do pistoleiro contratado por Joabson e Jordana segue desconhecida. Mesmo após a quebra de sigilo telefônico comprovar em documentos a traição e as artimanhas usadas pela esposa infiel em envolver a vítima em uma saga de desonra, adultério, roubo e assassinato, não houve qualquer informação dada pelo casal que pudesse auxiliar nas investigações.

Lucas está morto. Joabson se conformou com o chifre e há relatos de que até reatou o relacionamento. Jordana, pivô de toda a situação, está livre, após destruir o seu próprio lar e a família alheia, visto que o sargento deixou a esposa grávida.

 Para além de trair o marido em uma relação extraconjugal, as investigações também revelaram que Jordana repassava quantias altíssimas em dinheiro para Lucas, sem que Joabson soubesse dos desfalques financeiros dentro da empresa.

Nas conversas, é possível observar que Lucas estava apavorado e com medo das ameaças que vinha do marido de Jordana, e comunicou a  amante que iria devolver toda a quantia que ela havia passado pra ele na ocasião. Lucas não queria mais nada com Jordana, ele sabia que estava sendo usado por ela. Jordana chegou até a falar para ele que sofria ameaças do próprio marido e pai dos seus filhos, tentando induzi-lo a matar Joabson. No entanto, a tentativa psicopata da mulher não deu certo. Ela não conseguiu convencê-lo. Ao contrário do que parecia, ele já não queria mais o envolvimento com a mulher, já estava apavorado e com medo de morrer.

Em surto por não conseguir com o amante o resultado que queria, passou a jogar com o próprio marido, de atitude pensada. Nas mensagens apuradas pela polícia, percebe-se que o jogo foi ardiloso, maldoso e ameaçador.

Recompensa 

No último dia 12 de novembro, a família sargento Lucas Ramon Silva Guimarães, morto em setembro deste ano, ofereceu uma recompensa para quem tiver informações sobre o pistoleiro que tirou a vida do militar.

Uma coletiva de imprensa foi convocada pelos familiares e, na ocasião, o valor oferecido foi de R$ 40 mil para quem identificar o paradeiro do assassino contratado pelos proprietários dos Supermercados Vitória, Joabson Agostinho Gomes e Jordana Azevedo Freire.

A decisão da família ocorreu um dia após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus para os mandantes da execução de Lucas, que deixaram a cadeia no último dia 10.

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