“A volta da bacalhoada do Omar”: Randolfe discute nova CPI da Covid-19 no Senado

Por Henrique em 12 de janeiro de 2022 às 13:42 | Atualizado 12 de janeiro de 2022 às 13:42 "A volta da bacalhoada do Omar": Randolfe discute nova CPI da Covid-19 no Senado

Brasil – O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou na última nesta terça-feira (11/1) que irá protocolar a abertura de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar como o governo federal combateu a pandemia de Covid-19, agora para os atos a partir de novembro de 2021. Randolfe foi o vice-presidente da primeira CPI da Covid-19, finalizada em outubro, que pediu o indiciamento de 78 pessoas, em casos que agora estão sob responsabilidade da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Ministério Público Federal do Distrito Federal.

De acordo com o senador amapaense, os focos da nova investigação seriam o atraso e insuficiência na vacinação infantil, a insuficiência de provisão para doses de reforço em 2022, os ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) aos técnicos da Anvisa e à vacinação da população adulta e infantil, a insuficiência da política de testagem e o apagão de dados do Ministério da Saúde com as suas consequências no correto monitoramento da evolução da pandemia. Para a CPI ser instalada é necessária a assinatura de ao menos um terço dos membros da casa, ou seja, de 27 dos 81 senadores, e da anuência do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

A primeira CPI da Pandemia, no entanto, só começou após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso, pedida por causa da demora de Pacheco em analisar o requerimento. Na Câmara dos Deputados, integrantes do PT pretendem protocolar um pedido para outra CPI, para apurar o apagão de dados do Ministério da Saúde após um ataque hacker no início de dezembro.

A volta da Bacalhoada 

A volta de CPI significa a volta dos encontros do grupo majoritário formado pela oposição ao Governo Federal, o chamado G7, no apartamento funcional do antigo presidente da comissão, o senador Omar Aziz (PSD-AM). De acordo com senador Randolfe, as reuniões aconteciam às segundas-feiras sempre com o anfitrião oferecendo bacalhoada aos colegas. O encontro servia para definir a estratégia da semana usada na sessões da Comissão e que perduraram por 7 meses.

“A primeira segunda foi bacana [o bacalhau]; na segunda, continuou bacana; na terceira segunda-feira… Na quarta segunda… Foram três meses de bacalhau do Omar, até que a gente prorrogou a CPI e teve mais seis meses de bacalhau” contou o senador.

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