Como acontece o golpe? O golpista procura e seleciona um anúncio no site OLX, logo após faz contato via telefone, WhatsApp ou mensagem com o vendedor, com intuito de adquirir o bem, ato contínuo, durante a conversa, o golpista pede os dados, documentos e fotos do veículo.

Em posse desses dados, o golpista elabora um anúncio falso no próprio OLX, no qual expõe a venda o veículo da vítima por um preço abaixo do anúncio feito pelo vendedor e também do mercado.

Em algum momento surge um comprador atraído pelo anúncio falso e mantém contato com o golpista. O falso vendedor declara que possui o carro para vender, mas solicitará algum conhecido (primo, cunhado, amigo, funcionários, etc…) que apresente o referido veículo, pois o falso vendedor não está na cidade. Assim, durante a conversa o criminoso pedirá que quando ocorrer o encontro, o comprador/vítima não fale nada com a pessoa sobre a negociação, inclusive em relação ao valor do bem.

Logo depois de acertar todos os detalhes com o possível comprador, o golpista fará contato com o vendedor verdadeiro, demonstrando interesse em adquirir o veículo para quitar uma dívida a um ex-funcionário, por exemplo, solicita que o verdadeiro vendedor mostre o veículo para a pretensa vítima, pedindo mais uma vez que na ocasião do encontro o verdadeiro vendedor não comente que é o proprietário do bem.

Após isso, o golpista tem sucesso em realizar o encontro do comprador e o vendedor, de sorte que o automóvel seja visto e a transação aparente ser lícita. Diante disso, o comprador crê que o veículo está com um ótimo preço e o vendedor acha que está fazendo um excelente negócio.

Na ocasião em que o comprador visualiza o veículo e acredita na transação, deposita ou transfere o valor na conta informada pelo fraudador, possivelmente em uma agência de fora do Estado. Entretanto, como esse valor em dinheiro não é transferido para o verdadeiro dono do veículo, o comprador fica no prejuízo.

Outrossim, existe alguns casos em que o criminoso encaminha um falso comprovante de transferência para o vendedor, o qual acredita ter recebido o dinheiro, e acaba repassando o bem para o comprador, o qual crê que o dinheiro está em sua conta, logo, neste caso, quem fica com o prejuízo é o vendedor.

Diante disso, para não se tornar vítima, o anunciante tem que redobrar a atenção para possíveis compradores que solicitam diversos dados de seu veículo por telefone, WhatsApp ou qualquer rede social. É importante informar que prefere marcar um encontro pessoalmente, em um local público, para tratar do assunto.

Outro ponto é o alerta total para o sotaque do possível comprador que manterá o contato com você para adquirir o carro. Normalmente os golpistas são de fora do Estado.

Além disso, nunca aceite contar mentiras, omitir informações ou passar informações falsas sobre o valor do veículo ou a transação, a pedido do possível comprador. Além disso, trate somente com a pessoa que está interessada em comprar ou vender o veículo e fale a verdade a respeito da negociação.

Outro ponto importante é confirmar a agência bancária da conta informada para depósito ou transferência. No Google, coloque o número da agência e nome do banco, assim, será possível saber se a referida conta é de fora do Estado. Nesse caso, ligue o sinal de alerta total.

E por fim, quando desconfiar, não faça nenhum depósito ou transferência, e dirija-se ao DIP mais próximo para registrar o boletim de ocorrência.

@deltaleonardomarinho