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Turismo: Desenvolvimento e bem-estar

Da redação | 22/01/2018 19:09

Foto: Reprodução

Segundo a Organização Mundial do Turismo – OMT, um número cada vez maior de destinos investiram no turismo, transformando-o em um dos principais impulsionadores do desenvolvimento socioeconômico, do progresso e da criação de empregos e empresas. O turismo gera receitas de exportação e Desenvolvimento de infraestrutura. Ao longo das últimas seis décadas, o turismo experimentou expansão contínua e diversificação para se tornar um dos maiores e de crescimento mais rápido, diante dos demais setores econômicos do mundo. Muitos novos destinos surgiram, além dos favoritos tradicionais da Europa e da América do Norte. O turismo tem ostentado um crescimento praticamente ininterrupto ao longo do tempo, apesar de choques ocasionais, demonstrando força e resiliência do setor. As chegadas internacionais de turistas aumentaram de 25 milhões em todo o mundo em 1950 para 278 milhões em 1980, 674 milhões em 2000 e 1186 milhões em 2015.

Igualmente, as receitas do turismo internacional obtidas por destinos em todo o mundo cresceu de US $ 2 bilhões em 1950 para US $ 104 bilhões em 1980, US $ 495 bilhões em 2000 e US $ 1260 bilhões em 2015. O turismo é uma categoria importante de comércio internacional de serviços. Além de ganhos em destinos, o turismo internacional também gerou US $ 211 bilhões em exportações através de serviços internacionais de transporte de passageiros prestado a não residentes em 2015, trazendo o valor total das exportações de turismo até US $ 1,5 trilhão, ou US $ 4 bilhões por dia, em média. O turismo internacional representa agora 7% das exportações mundiais de bens e serviços, acima de 6% em 2014, já que o turismo cresceu mais rápido do que o comércio mundial nos últimos quatro anos. Como categoria mundial de exportação, o turismo ocupa o terceiro lugar após os combustíveis e produtos químicos e à frente dos produtos alimentares e automotivos. Em muitos países em desenvolvimento, o turismo é o primeiro setor de exportação. Ainda nessa esteira, diz a OMT, que desses novos destinos que surgiram, ultimamente, a Tailândia, a China e o México conseguiram saltar de posições já privilegiadas para posições de destaque mundial.
Mas, e como está o Brasil?

Segundo o Ministério do Turismo, o Fórum Econômico Mundial acaba de divulgar o Ranking de Competitividade de Viagens e Turismo, um estudo que analisa 14 dimensões do turismo e compara 136 países. De acordo com o levantamento, o Brasil aparece na 27º colocação, sendo o primeiro da América do Sul na lista e o primeiro do mundo no quesito recursos naturais. Em relação ao último relatório divulgado em 2015, o país subiu uma posição no ranking geral. De acordo com o Ministro Marx Beltrão, “Os investimentos realizados no país para o ciclo de megaeventos – Copa das Confederações, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos – foram decisivos para o país pular da 51º em 2013 para a 27º em apenas quatro anos. Avançamos muito no período, mas ainda há muito a ser feito. Vamos trabalhar pontualmente em cada uma dessas dimensões para colocar o Brasil em uma posição ainda mais competitiva no setor de viagens”.

Além de manter a liderança em recursos naturais, o Brasil manteve 8º lugar na dimensão cultural e melhorou em itens como infraestrutura para atendimento ao turista, preços e portos. Em quesitos como ambiente de negócios, priorização do governo ao turismo, recursos humanos, abertura internacional e segurança, o país recuou.

Pois é minha gente, os itens mais importantes para fazer do turismo um forte aliado na exportação brasileira, são os que recuaram. Aliás, Priorização para o Turismo, esse recuou há mais de uma década. Segurança? Com raras exceções, o país sangra com a insegurança nacional. Ora, se o fluxo internacional é o que contribui para o Superávit de qualquer destino turístico, então o que dizer do recuo da Abertura Internacional? Por fim, sem melhorias continuadas na preparação de pessoas para trabalhar no turismo, dificilmente um destino se consolida no mercado. Recursos Humanos ficaram pra depois. E isso é culpa de quem? Do Ministro do Turismo? Do Presidente da EMBRATUR? Dos Secretários de Turismo dos Estados e dos Municípios? Claro que não. A culpa está em uma palavrinha já bem conhecida: VONTADE POLÍTICA DE QUEM GOVERNA! Não se faz absolutamente nada sem investimento. Observem o ranking dos orçamentos para o Turismo no Governo Central, nos Governos Estaduais e Municipais, com raras exceções, uma lástima! Mas, vamos seguir esperançosos que ainda vai melhorar!
Tenho dito!

Oreni Braga
Especialista em Ecoturismo
Mestre em Gestão e Auditoria Ambiental

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