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O que os relacionamentos me tornaram?

Da redação | 24/11/2017 10:02

Foto: Reprodução

Bom ter você de volta por aqui…
Quero começar nosso papo de hoje com uma pergunta: Como você se relaciona com o seu passado? Quando você pensa em relacionamentos do passado as lembranças são boas?

Você já ouviu falar sobre a teoria da pirâmide de Maslow? Então, segundo Maslow, existem cinco níveis para o processo evolutivo do ser humano. O terceiro nível refere-se à necessidade do indivíduo de amar e ser amado, se sentir importante, reconhecido, receber afeto e se sentir acolhido. Trata-se do impacto dos relacionamentos familiares, sociais e amorosos. Nascemos para viver em sociedade, portanto, se relacionar é uma das formas de nos sentirmos completos e plenos. Não apenas as relações por si só, mas a qualidade delas.

Sem dúvida, todos nós temos essas necessidades de nos sentir amados. O grande problema é que nem todo mundo sabe como lidar com isso, não é verdade? Muitas pessoas são imaturas sentimentalmente e refletem isso em suas atitudes, depositando sobre os outros suas expectativas de serem amados da forma que elas desejam.

O que somos hoje é reflexo dos relacionamentos e interações que tivemos no passado, tudo que ocorreu em nossas vidas, influencia nas características de nossa personalidade atual. O que isso quer dizer? Tudo aquilo que nós trazemos de bom dos relacionamentos do passado (com os pais, amigos, parentes próximos, professores e etc.) de alguma forma refletem nas nossas atitudes e nossa vida hoje. Infelizmente, também, tudo aquilo que vivemos de não muito bom, de alguma forma reflete nas nossas atitudes.

Caso real:
Conheço uma mulher, na faixa dos seus 50 anos, sempre foi uma mulher linda (até hoje diga-se de passagem), assim como quase toda mulher Manauara nessa faixa etária, teve uma criação cercada de pessoas, amigos, primos e muito amor.

No entanto, sua criação foi sem uma presença masculina, pois nunca teve contato com
seu pai. Apesar de não sentir falta da presença paterna não se sentia muito bem de ver que
todos seus amigos eram acompanhados por seu pai e ela não. Após alguns anos, sofreu um
abuso sexual pelo padrasto, trazendo um bloqueio gigantesco entre ela e a mãe.

Em sua adolescência, se apaixonou. Encontrou um homem que supria todas as
expectativas e depositou sobre ele todas as suas fichas e tinha a esperança que com ele se
afastaria da mãe com quem não tinha uma boa relação. Aos 20 anos, teve seu primeiro filho,
mais um homem, mais uma esperança. Após 4 anos e algumas brigas, no fim do
relacionamento, mais um filho. Mais um homem. Mais uma expectativa.

Com o fim do relacionamento, um desequilíbrio total, bebida, drogas, afastamento dos
filhos, alguns namorinhos e um relacionamento mais sério, conturbado, onde ela não era mais
a mulher equilibrada que existia na primeira relação. Problemas profissionais, dívidas
crescendo e a tão famosa frase era recorrente na sua boca…”homens são todos iguais”.

Depois de 20 anos (isso mesmo…20 anos) ela percebeu que seus traumas de
relacionamentos do passado sempre boicotaram sua própria felicidade. Entendeu que para ser
feliz com o outro, precisava primeiro ser feliz consigo mesma, precisava se perdoar de alguns
traumas e olhar com outros olhos seus antigos relacionamentos.

Essa história é de uma pessoa que eu amo muito. Talvez eu tenha até ajudado nessa
caminhada de ressignificação, de cura das emoções e de olhar positivo aos seus
relacionamentos. Afinal, existiam momentos e sentimentos lindos dentro das histórias nada
boas que ela enxergava no seu passado. Ela percebeu que a necessidade que ela tinha de ser
amada por um homem nasceu por não ter tido a presença paterna, no entanto ela era amada
por todos ao seu redor independente disso.

Hoje, casada, esposa comprometida, filha esforçada, mãe amorosa e atenciosa, está se
preparando para ser avó e contar à sua neta sua linda história de vida, de muito aprendizado e
crescimento.

Temos a necessidade de sermos amado, mas precisamos ter maturidade e controle
sobre isso para não depositar sobre os outros nossas expectativas sentimentais. Relacione-se
bem com seu passado, relacione-se bem com você.

Qual o reflexo que nossos relacionamentos do passado causam na nossa história hoje?
Sejamos o melhor que podemos. Tenhamos um ótimo relacionamento hoje. Todos os dias
temos que dar valor à Vida e Suas Relações.

Artigo: Jhones Silveira-Master Coach formado pelo IBC – Instituto Brasileiro de Coaching

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