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Onze pessoas morreram em acidentes nos canteiros de obras da Rio 2016

Da redação | 25/04/2016 17:20

RIO — Desde o início das obras voltadas para os Jogos Olímpicos de 2016, 11 trabalhadores morreram em acidentes durante o serviço, nos canteiros das construções espalhados pela cidade. O dado foi divulgado nesta segunda-feira (25) pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro. O órgão publicou um balanço das fiscalizações que faz há pelo menos quatro anos nas obras realizadas para a competição, que começa em agosto deste ano. Em Londres (sede dos Jogos Olímpicos de 2012), por sua vez, não houve acidentes fatais. O número também supera o total de oito mortes registrado em canteiros da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Segundo auditores fiscais, em 260 ações fiscalizatórias, 1.675 autos de infração foram lavrados e 40 vezes as obras visitadas acabaram embargadas. Uma delas foi a ciclovia da Avenida Niemeyer, cujas obras foram interrompidas duaz vezes por auditores devido a problemas na rede elétrica (fios expostos e desencapados) e na segurança de uma obra adjunta que ligava a pista ao Morro do Vidigal. Além das mortes, houve dois acidentes graves: um causado por choque elétrico no Parque Olímpico (na Barra) e outro no BRT Transbrasil, no qual um operário precisou amputar a perna.

Os fiscais atribuem os acidentes à pressa para a conclusão das obras, que começaram com atraso. Segundo o superintendente do Trabalho e Emprego do Rio, Robson Leite, os motivos das mortes são “falta de planejamento e corrida para cumprir o cronograma (de obras)”:

— Foram 11 mortes, um número que nos entristece. Acidente não acontece por acaso. Acontece por negligência, ou por falta de prevenção. A Prefeitura vem falhando em relação à segurança do trabalho. Você tem que ter o Estado impedindo que as pessoas morram — disse ele.

A recordista de acidentes fatais é a obra da Linha 4 do Metrô, na qual três trabalhadores morreram: um sofreu aprisionamento de crânio ao ser atingido por um caminhão, outro caiu de uma escada e foi atropelado em seguida. O último deles se feriu com uma mangueira de ar comprimido e não resistiu.

QUEDA DE CICLOVIA DEIXOU DOIS MORTOS

Na última quinta-feira, um trecho de mais de 50 metros da ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, desabou por volta das 11h10m, deixando pelo menos dois mortos. O acidente foi na altura do Castelinho, a cerca de 800 metros da Praia de São Conrado. A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar as causas do acidente.

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