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Número de policiais assassinados no Rio já chega a 43 em 2016

Da redação | 16/06/2016 04:50

RIO – O número de policiais assassinados no Estado do Rio este ano chegou a 43 na quarta-feira. Em 12 horas, cinco PMs foram baleados, sendo que dois não resistiram aos ferimentos. A vítima mais recente foi o sargento Eduardo Araújo de Souza, de 37 anos, morto por um bandido na manhã da quarta, na pista sentido Centro da Avenida Brasil, na altura da Cidade Alta. O sargento estava acompanhado da mulher e de outro PM, o soldado Pedro Ambrosini Monteiro Coelho, de 38 anos.

Os militares, lotados no Grupamento Aeromóvel, em Niterói, estavam a caminho do trabalho quando foram surpreendidos por Wagner Resende, de 22 anos. O criminoso, armado, saiu de uma mata e tentou roubar o carro de Eduardo. O soldado reagiu, atirou e atingiu o bandido no abdômen. Mesmo baleado, Wagner disparou e acertou o sargento, que morreu no local. A mulher de Eduardo e Pedro Amborsini não ficaram feridos. O bandido foi socorrido no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, onde permanece internado. Seu estado de saúde é estável. De acordo com a PM, já havia um mandado de prisão contra ele, por roubo.

Na terça-feira, um oficial lotado no Batalhão de Choque também morreu ao reagir a um assalto em Vila Isabel. O tenente Márcio Ávila Rocha, de 30 anos, estava em sua moto, na Rua Gonzaga Bastos, quando foi abordado por dois criminosos em outra motocicleta. O PM trocou tiros com a dupla, acabou atingido por três disparos e não resistiu aos ferimentos. Os ladrões conseguiram fugir com o veículo da vítima, que foi sepultada na quarta-feira, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.

Especialista em segurança pública, a socióloga Silvia Ramos, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes (CESeC), acredita que falta uma discussão sobre a proteção do policial fora de serviço. Para ela, os militares podem estar reagindo antes mesmo de serem identificados como agentes de segurança:

— Cada fato desse produz uma sensação de derrota para a sociedade. O comando da corporação está sendo pouco pró-ativo numa orientação para os policiais fora de serviço. Um policial sozinho, à paisana, diante de criminosos, com certeza vai reagir, e a chance de ele morrer é muito grande.

Em nota, o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, se solidarizou com os parentes dos militares mortos e mostrou repulsa aos criminosos. Ele disse que acompanha atentamente a apuração destes crimes para a devida identificação e prisão dos culpados: “Como servidor público, expresso repulsa por crimes efetuados contra abnegados policiais, tanto no cumprimento do dever como nos merecidos momentos de folga”.

OUTROS TRÊS PMS BALEADOS

Outros três policiais militares foram baleados no Rio. Também na manhã da quarta-feira, o subtenente Jorge Luiz Martins de Souza, lotado no 39º BPM (Belford Roxo), chegava de carro à casa da sogra, na Pavuna, quando foi abordado por criminosos. Ele reagiu e houve troca de tiros. O policial foi ferido na coxa e socorrido no Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, onde passa bem.

Horas antes, na madrugada, um PM da UPP Arará/Mandela foi baleado ao fazer patrulhamento em Manguinhos, na localidade conhecida como Pontilhão. Ele foi socorrido, medicado e liberado. Por volta das 20h de terça-feira, um PM reformado foi atingido na cabeça, em Duque de Caxias, na Baixada. Waldir Nobre da Silva, de 51 anos, fazia compras em um mercado quando dois criminosos armados entraram no estabelecimento. A vítima reagiu e foi ferida no rosto. O PM foi levado para um hospital, onde segue internado. Seu estado de saúde é estável.

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