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Kiran Jethwa: ‘estamos perdendo contato com a origem da comida’

Da redação | 05/06/2016 06:20

Conhecido chef em Nairóbi, na África, o queniano Kiran Jethwa é filho de mãe inglesa e pai indiano. E conta que a mistura de culturas e sabores em sua casa sempre o motivou a comer. Era uma criança bem gordinha, relembra.

— Minha mãe não conseguia me fazer parar de comer. Sempre fui apaixonado por comidas — explica ele, que acredita que a comida é “a coisa mais global que compartilhamos como seres humanos”.

Aos 39 anos, é o nome por trás de restaurantes premiados em Nairóbi, onde mora, e, a partir de hoje, apresenta o “Chef ao extremo”, às 12h30m, no Nat Geo, em que reúne suas duas atividades preferidas. Na atração, ele viaja por países como Mongólia, Bolívia, China, Peru e Etiópia resgatando a essência da culinária de cada lugar e conhecendo histórias de pessoas.

— Acho que estamos perdendo contato com a origem da comida. É tudo muito conveniente. E mostro de uma forma extrema o que muita gente faz para conseguir sua comida — descreve. — Um dia as crianças não saberão mais reconhecer uma galinha, já que os pedaços estão prontos no mercado.

CONDIÇÕES ADVERSAS

A proposta é chegar a cada locação sem nada. O desafio, explica, é entender a cozinha, os ingredientes usados na região e, a partir de seu know-how, preparar um prato experimental que traduza a cultura local com criatividade. Para conseguir o que precisa, ele mergulha em mar com tubarões atrás de um tipo de peixe, sobe em coqueiros de 45 metros e cozinha em temperaturas negativas.

— Morri de medo em Moçambique, nunca vi tanto tubarão na minha vida. E o prato mais difícil de fazer foi na Mongólia, com -40°C. Estávamos em uma tenda típica, era difícil cozinhar qualquer prato ali, e não havia muita coisa fresca por conta do inverno — descreve.

O primeiro episódio é na selva amazônica do Peru, onde ele se encontra com tribos indígenas e prova minhocas, cupins e plantas medicinais.

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