Manaus – Parte dos professores da rede pública estadual de ensino anunciaram a pretensão de greve geral nesta quarta-feira (5).

Marcada para a próxima segunda-feira (10), a volta às aulas foi recusada por alguns docentes, mesmo com a exigência de pais e alunos sobre o retorno, e com todo o protocolo de medidas sanitárias sendo seguido.

Recentemente, o governo definiu a instalação de pias e dispensers de álcool em gel, para alunos e professores das escolas que abrirão, tornando, assim, as instituições públicas extremamente seguras contra a proliferação do novo coronavírus.

As escolas da rede privada já contam com a retomada das atividades. Inclusive, grande parte desses professores que se recusam a voltar a seus postos de trabalho estão dando aulas nos colégios particulares normalmente. Sendo, dessa forma, um contrassenso que as camadas mais humildes da sociedade continuem sem ir à escola.

A decisão contraria a vontade e a necessidade dos pais e alunos, que já são afetados pela ausência da rotina de estudos e possibilidade de desenvolverem suas habilidades. O tempo longe das escolas é prejudicial tanto aos pais, que precisam trabalhar para prover o sustento de sua família, quanto ao aluno, que tem o aprendizado limitado devido ao modelo de ensino a distância.

A greve atingirá os professores e pedagogos que atuam nas escolas de Ensino Médio onde foi determinado o retorno das aulas presenciais, na capital amazonense. Os trabalhadores do Ensino Fundamental que continuam realizando o trabalho remoto, trabalhando em casa, não serão atingidos.