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‘Se não fosse Brasil, nossas projeções seriam mais otimistas’, diz ministro argentino

Da redação | 01/04/2016 16:40

BUENOS AIRES – A crise brasileira preocupa a Argentina mais que a desaceleração da China ou as taxas de juros nos EUA. Em entrevista ao “Financial Times”, o ministro da Fazenda argentino, Alfonso Prat-Gay disse que, não fosse pelo Brasil, teria projeções mais otimistas para seu país.

— Se não fosse pelo Brasil, nossas projeções de crescimento seriam mais otimistas. O Brasil é nossa maior preocupação, já que os laços econômicos (com o país) são mais fortes. Sim, seria ótimo ver a China crescendo a 9%, em vez de 6%, e as taxas do Federal Reserve estão próximas a zero (então vão subir de qualquer forma). Mas o Brasil é diferente. A setores e regiões na Argentina que dependem do Brasil — disse Prat-Gay.

No cargo desde dezembro do ano passado, o ministro avalia como positiva a reação popular às duras medidas de ajuste que o governo tomou até agora, como um aumento de 500% nas tarifas de energia elétrica. Alguns setores da sociedade, no entanto, já começaram a demonstrar insatisfação. Na quinta-feira, segundo a agência AFP, o líder sindical Pablo Moyano, dirigente do sindicato dos caminhoneiros, disse que “a lua de mel” com o governo havia acabado.

— Há muitas coisas que podem dar errado, mas, até agora, quase nenhuma deu errado — disse Prat-Gay.

Ele avalia que a situação com os fundos abutres foram quase completamente resolvidos. O que abre espaço para o país voltar a acessar o mercado internacional. Nos últimos meses, analistas têm mostrado otimismo com o novo governo, reconhecidamente mais favorável ao mercado. A Argentina planeja emitir US$ 12 bilhões em bônus para pagar os “fundos abutres”.

Enquanto lida com os figurões de Wall Street, Prat Gay tem nas mãos um problema que deve ter influência direta sobre como o povo argentino perceberá a condução da política econômica: a inflação. O ministro diz que a alta de preços é a prioridade da equipe econômica. O desafio é conciliar a missão aos ajustes inflacionários, como as altas de tarifas autorizadas até agora:

— Estamos tomando decisões difíceis para termos certeza que estamos derrotando o dragão (da inflação), e não apenas o colocando em uma jaula por um tempo. Estamos muito confiantes que, uma vez que os ajustes nos preços saírem do sistema, a inflação vai cair significativamente.

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