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Meirelles diz que resultados do ajuste fiscal só terão efeito depois de 2018

Da redação | 18/05/2016 12:30

BRASÍLIA – Encarregado de resolver o rombo bilionário nas contas públicas em 2016 e reequilibrar as finanças do país no médio e longo prazos, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou hoje que a dívida pública pode se estabilizar num prazo de dois a quatro anos. Em entrevista concedida a quatro jornais, ele disse que esse é um horizonte de tempo razoável para que as medidas de ajuste fiscal que serão adotadas pelo governo Michel Temer produzam efeitos.

_ Um horizonte de estabilização da dívida em dois, três ou quatro anos é razoável. Quanto mais rápido, melhor _ disse o ministro.

Ao fazer a previsão, ele próprio lembrou que os eventuais resultados positivos do ajuste terão efeitos para depois de 2018:

_ São medidas que vão fazer efeito para vários governos.

Às vésperas da votação da nova meta fiscal de 2016 no Congresso, Meirelles afirmou que ainda está analisando o tamanho do rombo nas contas desse ano, mas admitiu que o déficit será maior que o previsto. Os cálculos preliminares apontam que ele será muito superior aos quase R$ 100 bilhões que estão previstos na proposta que será votada pelo Legislativo.

Segundo ele, a equipe econômica apresentará o novo número na próxima semana depois que houver um diagnóstico mais preciso. Para o ministro, adiantar números que tenham que ser revistos posteriormente seria um sinal negativo.

Nesta sexta-feira, no entanto, já será possível ter uma ideia do rombo, quando o governo apresentará o novo relatório bimestral de receitas e despesas. O documento será elaborado com base na meta fiscal que ainda está em vigor, que é um superávit primário de R$ 24 bilhões para o governo central, mas mostrará o tamanho da frustração nas receitas até agora. Também serão revistas previsões de arrecadação, como a receita esperada com a repatriação de recursos do exterior. O documento também poderá apontar o quanto será preciso cortar em despesas caso a meta não seja alterada.

_ A orientação é ser o mais realista possível. Até sexta-feira, ainda será apresentado um número muito vinculado à meta atual. Na semana que vem, será apresentada uma estimativa com as hipóteses de trabalho.

O ministro voltou a dizer que ainda não há decisão de recriar a CPMF. Segundo Meirelles a ideia do governo é ver os números e analisar se será mesmo “inevitável ter algum aumento de impostos”.

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