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Juros no cartão de crédito chegam ao maior nível desde 1995

Da redação | 10/03/2016 15:00

 

SÃO PAULO – Mesmo com a taxa Selic parada em 14,25%, os juros cobrados dos clientes pelos bancos e financeiras continuam subindo. Pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) mostrou que em fevereiro as taxas das operações de crédito voltaram a subir. É a segunda elevação no ano e a décima consecutiva.

Em seis linhas de empréstimos pesquisadas, houve elevação em todas. A taxa média cobrada da pessoa física teve alta de 0,10 ponto percentual passando de 7,67% ao mês para 7,77%, o equivalente a 145,46% ao ano. É o maior patamar desde fevereiro de 2005.

O levantamento mostrou que no cartão de crédito os juros chegaram ao maior nível desde outubro de 1995, quando a taxa atingiu 15,43% ao mês, o equivalente a 459,53% ao ano. No mês passado, os juros do cartão de crédito tiveram elevação de 1,10%, com a taxa passando de 14,56% ao mês para 14,72%, o equivalente a 419,60% ao ano.

No cheque especial, a taxa subiu de 10,96% ao mês para 11,16% , ou 255,94% ao ano. A taxa de fevereiro é a maior desde julho de 1999, quando os juros haviam atingido 11,73% ao mês e 278,48% ao ano.

No Crédito Direto ao Consumidor (CDC) para compra de automóveis a taxa passou de 2,30% ao mês para 2,32% (31,68% ao ano). Nos empréstimos pessoais no bancos, a alta foi de 4,47% ao mês para 4,53% (70,17% ao ano). Nas financeiras, os juros do empréstimo pessoal passaram de 8,14% ao mês para 8,20% ao mês (157,47% ao ano). E os juros cobrados no comércio subiram a 5,70% de 5,60%, o equivalente a 94,49% ao ano.

De acordo com Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de pesquisas econômicas da Anefac, as taxas continuam subindo devido ao cenário econômico de incertezas, que aumenta o risco de inadimplência.

– Temos índices elevados de inflação, aumento de impostos e juros, o que reduz a renda das famílias. O baixo crescimento econômico também deve promover o aumento do desemprego. Tudo isso somado ao fato de as expectativas para 2016 continuarem negativas, levando as instituições financeiras a aumentarem os juros – diz Ribeiro de Oliveira.

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