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Dia das Mães: lembrancinhas ficam mais caras e bens duráveis mais baratos

Da redação | 05/05/2016 12:50

RIO – O preço dos presentes para o Dia das Mães subiu em média 6,39%. Reajuste abaixo da inflação acumulada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pelo FGV/Ibre, que registrou alta de 9,13% entre maio de 2015 e abril de 2016. No entanto, comprar um presente para as mães este ano pode não ser uma tarefa fácil, já que o que fez com que o índice ficasse menor que a inflação foram bens duráveis, que requerem maior investimento, como eletrodomésticos. Por outro lado, artigos com preços mais baixos tiveram alta, mostra levantamento feito por André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV .

Os produtos e serviços listados na pesquisa foram divididos em três grupos: presentes do lar, presentes executivos e presentes culturais. Destes, os presentes culturais foram os que registraram a maior alta média, de 7,84%. Os presentes executivos — mais utilizados em atividades profissionais — subiram 6,29%, e os destinados ao lar foram os que menos avançaram, com 2,03%, com nenhum produto aumentando acima da inflação.

Alguns do itens que mais apresentaram crescimento nos preços foram: ingresso de teatro, com 34,48%; vinho, com 25,97%; entradas para shows, com 16,23%; bombons e chocolates, com 12,68%; bijuterias, com 8,75; e perfumes, com 7,92%. Já os que tiveram maior baixa foram máquina de lavar roupa, com -2,21%, e geladeira e freezer, -2,16%.

— Classifiquei os grupos para tentar achar os vilões da inflação. No entanto, ela está muito influenciada por preços administrados, então não é surpreendente que a média dos produtos para as mães não esteja acima da inflação. O que observamos é que, mesmo com preços médios abaixo da inflação, fica difícil escolher um presente em meio à crise, já que os artigos que baixaram foram justamente os de valor mais alto — avalia Braz.

Artigos que também se destacaram no levantamento foram salão de beleza (+7,76%), celular (+5,76%), roupas (+4,77%) e TV (+3,78%).

Para Fábio Bentes, economista da Confederação Nacional de Comércio, Bens e Serviços (CNC), o reajuste abaixo da inflação se dá pelo cenário econômico adverso, e a desaceleração dos preços de bens que necessitam de um investimento maior é agravada pela dificuldade de acesso ao crédito.

— Esse é o pior início de ano do varejo em 12 anos, mas não há espaço para repasse para os preços, o que se fazia há três anos. Para driblar a crise, os comerciantes se valem de três estratégias: liquidação, renegociação com fornecedores e mudança do mix de produtos, optando por marcas mais populares. No caso de bens duráveis, o problema é ainda maior, já que o consumidor não tem crédito para adquiri-lo e não tem confiança para se endividar — conclui.

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