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Analistas projetam prejuízos da Índia ao México por Brexit

Da redação | 27/06/2016 16:10

LONDRES – Quando os investidores começaram a avaliar a sombra lançada pelo triunfo do Brexit sobre os mercados emergentes, tudo ficou sob os holofotes – das montadoras turcas às companhias de tecnologia indianas e a um produtor de platina sul-africano.

No topo da lista das companhias em risco após o referendo da sexta-feira estão as empresas e indústrias com vínculos mais fortes com o Reino Unido e a Europa, onde a demanda por produtos de consumo pode diminuir após a fratura do bloco comercial.

A seguir, algumas das indústrias e ações com maior exposição ao Brexit, de acordo com a dependência de suas vendas no Reino Unido e o quanto elas irão sofrer com a desvalorização da moeda, segundo analistas do JPMorgan Chase & Co. e outras instituições.

AMÉRICA LATINA

A Cemex, maior fabricante de cimento da América, obteve quase 9% das vendas no Reino Unido no trimestre passado e 22% na Europa. A Mexichem, que fabrica produtos químicos utilizados em todo tipo de produtos, de tubulações a brinquedos, obtém 37% das vendas na Europa. A Nemak, fabricante de autopeças mexicana um de cujos donos é a Ford Motor, obteve cerca de um terço da receita na Europa no trimestre passado. A Embraer, fabricante de aviões do Brasil, também obteve 13% das vendas na Europa.

EMPRESAS DA ÁFRICA DO SUL

A Impala Platinum Holdings obteve 21% de sua receita com vendas na Europa em 2015, segundo dados compilados pela Bloomberg.

“Qualquer ameaça à demanda de metais do grupo da platina na Europa Ocidental representa um risco maior para a Impala do que para seus pares no curto prazo”, segundo o JPMorgan, que disse que a mineradora é a menos capaz de aguentar uma queda dos preços.

A Discovery, proprietária da maior administradora de seguros médicos do país, obtém 22% de suas vendas no Reino Unido, segundo o UBS Group. As ações da empresa caíram 14% neste ano, desempenho inferior ao valor de referência de Johannesburgo. O Reino Unido é o quarto maior mercado de exportação da África do Sul.

BANCOS DA POLÔNIA

O Bank Zachodni WBK e o Bank Pekao poderiam ter perdas maiores se o governo obrigar os credores a converter hipotecas em francos suíços para a moeda local, com o zloty despencando na esteira da Brexit. Existem US$ 34 bilhões em hipotecas denominadas em francos. O zloty caía 1,1%, para 4,1557 por franco, às 13h12 em Varsóvia, prolongando o declínio registrado na sexta-feira e encaminhando-se para o valor mais baixo desde janeiro de 2015, com base no valor de encerramento.

TECNOLOGIA DA ÍNDIA

A Infosys, segunda maior exportadora asiática de serviços de software em valor do mercado, obtinha 24% de sua receita na Europa, de acordo com dados de 2015 compilados pela Bloomberg. A Tata Consultancy Services, empresa global de serviços de TI com sede em Mumbai, na Índia, obteve 28% de sua receita na Europa no ano passado, mostram dados compilados pela Bloomberg.

MONTADORAS TURCAS

A montadora Ford Otomotiv Sanayi obtém cerca de 23% do volume de vendas no Reino Unido e a Tofas Turk Otomobil Fabrikas, cerca de 7%, segundo a Burgan Yatirim Menkul Degerler, com sede em Istambul. O Reino Unido é o segundo principal destino das exportações da Turquia.

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