PARINTINS, AM – Trecho da orla de Parintins, com riscos de desabamento chama a atenção, pela falta de placa de aviso alertando embarcações e também os pedestres sobre o iminente perigo que passam por causa do fenômeno ‘terras caídas’.

Durante o Festival Folclórico de Parintins a orla fica cheia de embarcações. Este ponto da Ilha Tupinambarana, que se estende entre o ‘Buteco do Verçosa e praça do Comunas, apresenta rachaduras e infiltrações no muro de arrimo.

Esses dois espaços recebem grande número de turistas nos dias do Festival, mas não se via nenhum comunicado visível ao público informando de ameaça a segurança de freqüentadores e moradores locais de possíveis deslizamentos, muito embora o trecho esteja com barreiras de interdição, somente para veículos.

Em março de 2016 área de contenção se rompeu na parte da área destes dois ambientes comerciais.

Em 2010, os geólogos Hugo Gláucio e Elton Andretta, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), já alertavam a Defesa Civil Municipal que a orla se encontrava em Estado de Emergência.

O laudo técnico dos especialistas, entregue a Prefeitura, apresentava diversas recomendações sobre o ‘objetivo estabelecer referências técnicas que permitissem a implementação de ações estruturais, não estruturais e escorregamentos para reduzir e controlar situações de risco geológico associadas a alagações e solapamentos das margens do rio, principalmente no que concerne ao fenômeno das “terras caídas”, que ocorre ao longo do Baixo Rio Amazonas’.

A época, secretário adjunto da Defesa Civil do Estado, Hermógenes Rabelo, que inspecionou a orla alertava que o risco de novos desmoronamentos no local era iminente. Até hoje (01/08) não houve solução para o problema e a ameaça a segurança da população persiste.

Há dois anos, o senador Omar Aziz destinou R$ 15 milhões para a obra do muro de arrimo da orla de Parintins, mas município teria perdido a verba por falta de laudo técnico atual da área sobre problemas e danos sofridos e projeto de engenharia.

Este ano, pesquisadores da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) realizaram um levantamento atual dos desbarrancamento em toda a frente de Parintins e as informações preliminares são de que o estado da extensão da área é caótico.