Manaus – O governador do Amazonas, Wilson Lima, participou, na manhã desta terça-feira (12), da segunda edição do programa “Peixe no Prato”, que desta vez beneficiou cerca de duas mil famílias do bairro Jorge Teixeira e entorno, na zona leste de Manaus. A feira itinerante foi montada na avenida Itaúba e ofereceu à população 10 mil peixes populares e 1.500 sacolas de verdura com itens da agricultura familiar como cheiro verde, limão, maxixe e pimenta de cheiro.

Wilson Lima destacou que o objetivo do programa é beneficiar cidadãos de baixa renda, melhorar a economia dos pequenos produtores, pescadores e piscicultores; além de proporcionar alimentos de qualidade para os cidadãos. “O que nós estamos fazendo aqui é um projeto para garantir a segurança alimentar daquelas famílias em situação mais vulnerável e também trazer o peixe do pescador, eliminando a figura do atravessador. No momento em que a gente faz isso, o produtor tem um valor bem melhor pago pelo seu produto e consumidor acaba pagando menos”, frisou.

Ele destacou, ainda, a importância do projeto e o papel do Estado de auxiliar na logística do transporte dos peixes. “Esse é um projeto muito significativo porque a gente está levando para próximo das pessoas um produto que é genuinamente da Amazônia, genuinamente do Amazonas, que é o peixe. O Estado vai até o pescador e ajuda a fazer esse transporte. O grande problema, hoje, desse pescador, é essa logística. Porque ele acaba ficando refém do atravessador, que coloca o preço que acha mais interessante no produto dele. Aqui o pescador vende diretamente com consumidor”, ressaltou Wilson Lima.

A feira itinerante é realizada pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria Adjunta de Pesca e Aquicultura (Sepa), vinculada à Secretaria Estadual de Produção Rural (Sepror).

Qualidade e bom preço – Os valores para comercialização foram de cinco sardinhas por R$ 2, três tambaquis curumins por R$ 5 e uma sacola de verdura por R$ 1. “Geralmente o peixe é caro. E aqui, barato, é melhor comprar. Estou levando ruelo e sardinha. Eu acho que é uma iniciativa boa, porque ajuda as pessoas que não têm condições de comprar, que tem a renda mais baixa e podem adquirir o peixe mais barato”, avaliou a técnica em saúde bucal, Ravena Soprano.

A dona de casa Marcirene Leão garantiu o almoço da família. “Hoje veio a oportunidade de nós estarmos aqui, uma satisfação porque está bem perto, não precisou ir tão longe. Vou fazer um almoço bem gostoso para o maridão e para os filhos também. Tem cheiro-verde, pimenta de cheiro, aquilo que nós, donas de casa, precisamos para fazer a alimentação. Eu acho maravilhoso trazer a feira para perto de casa, porque não tenho muitas condições, muitas vezes eu voltei andando e aqui está mais perto para nós”, comemorou.

Nesta edição participaram feirantes, agricultores, pescadores e piscicultores de Manaus e região metropolitana. “Além do pescado, você compra também a sacolinha da agricultura familiar, ajudando os produtores rurais da agricultura familiar do entorno de Manaus. Esse pescado, essa sardinha que está sendo vendida cinco por R$ 2, vem de Manacapuru. Essa agricultura familiar é de agricultores do Puraquequara. Você pode participar comprando produtos de qualidade direto do produtor, do pescador e do piscicultor, porque essa piscicultura é de Presidente Figueiredo”, pontuou o titular da Sepror, Petrúcio de Magalhães Júnior.

“Essa é a segunda vez que a gente está participando. Os meninos ofereceram e aceitamos. É uma oportunidade da gente trazer nossos produtos, que tem quantidade que estraga. É uma oportunidade, também, para vender bem barato e lucrar com isso. É uma boa renda que entra no nosso orçamento”, destacou a feirante Erilene Rabelo.

Sobre o Programa – O Programa Peixe no Prato tem como estratégia garantir apoio logístico para a comercialização do pescado aos proprietários de embarcações de pesca, pescadores, manejadores e piscicultores oferecendo para o consumidor, peixes da pesca comercial artesanal (jaraqui, sardinha, pacu, curimatã), manejada (pirarucu, tambaqui e aruanã) e da piscicultura (tambaqui e matrinxã).

O pescado comercializado será vendido conforme a sazonalidade da safra, sempre com preços acessíveis.

Fotos: Diego Peres/Secom