Após o massacre que ocorreu na última quarta-feira (13), em uma escola em Suzano (SP), alunos das escolas da rede pública do Amazonas passaram a realizar ameaças com referências ao caso em redes sociais. Com o registro de casos similares, a Secretaria de Educação (Seduc-AM) reuniu-se com todas as coordenadorias e autoridades do sistema de segurança para tratarem sobre medidas preventivas à violência nas escolas da rede estadual.

De acordo com o secretário de educação do Estado, Luiz Castro, a Seduc possui proposta de fazer trabalho preventivo mais amplo sobre a identificação dos casos de ameaça. A proposta inicia com atuação intensificada de acompanhamento psicológico e, consequentemente, em cima de cada caso, um acionamento direto à Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-AM).

“A questão da segurança é muito mais ampla, ela envolve outros problemas. Queremos trabalhar a prevenção, ampliando nossas equipes de acompanhamento psicológico, apoiando nossos professores, trabalhando melhor com as associações de pais e mestres mas, ao mesmo tempo, conectar melhor, também, a nossa área de segurança interna da Seduc. Os agentes de portaria, câmeras de monitoramento com a SSP…”, disse.

Ainda conforme o secretário, já existe um sistema de segurança integrado nas escolas que é compartilhado pela Seduc para a SSP-AM. Este é, atualmente, o braço operacional mais funcional e ativo no acompanhamento das ações.

Atuação in loco da PM
A reunião realizada na manhã deste sábado (16), na Sede do Governo do Estado, na Zona Centro-Oeste da capital, contou com a presença dos coordenadores da educação e a cúpula de segurança do Estado.

O comandante da Polícia Militar (PM), coronel Ayrton Norte, esteve na reunião e comentou sobre um programa realizado para os alunos das escolas públicas que mostra uma relação entre as crianças e jovens junto à polícia. A ideia é ampliar este e outros projetos.”Esse programa será expandido. Iniciamos pela Zona Norte e vamos para outras zonas da cidade. Além disso, temos a ‘Ronda Escolar’ que é realizada pelas Cicoms. Durante o patrulhamento, os policiais param nas escolas e conversam com os diretores. Além do trabalho de prevenção, é isso que vamos fazer: seremos mais presente e teremos diálogos com alunos em sala de aula”, finalizou. Fonte G1