Manaus – Nesta segunda-feira (14), a jovem Gabriele da Silva Ribeiro, 21, que estava grávida de nove meses, perdeu seu bebê após ser vítima de negligência médica na Maternidade Ana Braga, localizada na Avenida Cosme Ferreira, bairro São José 1, zona Leste da capital amazonense.

Segundo informações de uma familiar, a jovem deu entrada na unidade de saúde às 0h, sentindo fortes dores. A equipe médica informou que ela não possuía passagem para o parto normal, tendo que fazer exercícios para estimular a dilatação, enquanto era medicada com analgésicos. Gabriele era informada de que as dores eram as comuns próprias do parto, ainda que durante o momento ela tivesse sangrado muito.

Às 4h da manhã, o médico responsável, identificado como Rafael Chafeiro (CRM-7020), deixou o plantão e, em seguida, outra médica assumiu o caso de Gabriele. No momento em que a profissional se deparou com o caso, começou a chorar, pois viu que a criança já estava morta na barriga da mãe e nada poderia ser feito a partir de então.

Um membro da família, que entrou em contato com a equipe de reportagem do Portal CM7, relatou também que foi violenta a forma de retirar o bebê da barriga de Gabriele, tendo a equipe médica cortado a cabeça da criança durante o processo.

Diante das provas documentais, como o tempo de gestação, o pré-natal feito corretamente durante toda a gravidez, a denúncia da família da vítima se firma solidamente na negligência médica do doutor Rafael Chafeiro e do enfermeiro Rosivaldo Júnior.

 

A Maternidade Ana Braga possui um extenso histórico de violência obstétrica, não sendo este um caso isolado. Os profissionais lotados na referida unidade de saúde são, regularmente, alvos de denúncias de populares acerca da falta de zelo com as parturientes.

Nota de Esclarecimento Dr. Rafael Chafeiro

* Matéria atualizada em 16/09/2020, às 16h55