Manaus – Promover a inclusão social e garantir o respeito aos direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) são as metas do projeto Cidadania Autista, promovido pelo Grupo DB, em parceria com a Sociedade Amazonense de Pediatria (SAPED), que será lançado na próxima sexta-feira (18), e consiste na sinalização de vagas no estacionamento e caixas de atendimento exclusivas para uso de autistas, familiares e acompanhantes, nas 22 lojas da empresa em Manaus.

De acordo com a diretora de Recursos Humanos do Grupo, Elane Medeiros, atualmente, as lojas já atendem a legislação e dispõem de vagas e caixas para pessoas com TEA, porém estas são compartilhadas com os Portadores de Necessidades Especiais (PNE), como determina a Lei Federal 12.764/2012.

“A partir de agora, teremos vagas exclusivas e com sinalização adequada para PNE e para pessoas com TEA em cada unidade, porque entendemos que nossa sociedade vive um novo momento no qual é indispensável respeitar as individualidades e características de cada indivíduo e também trabalhar para conscientizar e promover a inclusão social de todos”, ressaltou Elane Medeiros.

Além da implantação dos espaços exclusivos para pessoas com TEA, o projeto também irá promover na próxima sexta-feira, duas palestras na loja Hiper DB Paraíba (no bairro de Adrianópolis) com os Neurologistas Pediatras convidados: Dra Marília Abtibol, que apresentará o tema “O que é o Transtorno de Espectro do Autismo” e Dr Francisco Tussoline, que irá falar sobre “A importância da Inclusão no TEA”.

A exemplo do que já acontece com outras pessoas que tem direitos a utilizar vagas de estacionamento e áreas de atendimento exclusivo, como os idosos, a legislação determina que os portadores e familiares de portadores de TEA retirem a licença na sede do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), mediante apresentação de laudo médico.

Exemplo

Para a presidente da Sociedade Amazonense de Pediatria, Elena Marta Amaral, a iniciativa do Grupo DB deve servir como modelo e exemplo para que outras empresas de Manaus também implantem vagas exclusivas.

“É uma ação de valorização, inclusão, de grande importância e visibilidade porque precisamos levar e conscientizar o maior número de pessoas para o respeito aos direitos dos autistas”, acrescentou a médica.

Coordenadora de projetos do Instituto Autismo no Amazonas e mãe de uma criança com TEA, Edilene Fonseca, também declarou apoio ao projeto e disse que a identificação é muito importante para dar conforto e segurança aos autistas e evitar constrangimentos dos familiares e amigos.

“Ao contrário dos cadeirantes, por exemplo, as pessoas com TEA não são facilmente identificadas à primeira vista. Já fui hostilizada em filas preferencias com meu filho, porque achavam que eu queria me aproveitar. Foi necessário apresentar a identificação dele para podermos ser atendidos como determina a lei”, explicou Edilene.