Manaus – Neste domingo (8), é celebrado o dia internacional da mulher. Essa data simboliza a luta histórica das mulheres para terem suas condições equiparadas às dos homens. Inicialmente, essa data remetia à reivindicação por igualdade salarial, mas, atualmente, simboliza a luta das mulheres não apenas contra a desigualdade salarial, mas também contra o machismo e a violência.

Nos dias atuais, em pleno século 21 ainda existe um grande preconceito contra mulheres que são mães solteiras ao redor de todo território nacional. Infelizmente essa é uma realidade que atinge mulheres que nunca se casaram e tiveram que criar seus filhos sem a presença de uma figura paterna. Hoje, as mulheres que são mães solteiras somam em média 31% da população brasileira.

É natural que, em um primeiro momento, a mulher fique tão ocupada com as necessidades da criança que realmente não tenha olhos para si, mas, eventualmente, ela pode, sim, sentir vontade de voltar a se enxergar como a mulher que ainda existe paralelamente à maternidade. Quando há a presença de uma figura paterna por perto, o casal pode trabalhar essa questão em conjunto, mas, no caso de uma mãe solteira , as coisas podem ser bastante diferentes.

Em Manaus, muitas mulheres precisam se reinventar todos os dias para enfrentar os desafios que a vida propõe, como é o caso da assistente de vendas Brenda Hipólito, que aos seus 22 anos, busca maneiras alternativas para criar o pequeno Gael, de apenas 3 meses de vida. 

“Grande parte das mulheres hoje em dia, trabalham fora de casa para justamente suprir as necessidades de seus filhos. E quem diria que eu, mãe solo aos 22 anos teria que estar trabalhando não só por mim, mas pelo meu filho… Gael tem 3 meses. Atualmente estou de licença maternidade e logo terei que retornar ao trabalho… Crio ele sozinha, minha mãe e minhas irmãs me dão um super apoio. Fico observando hoje em dia a mulher no mercado de trabalho, a famosa “mulher moderna”, mas uma moderna que saiu do papel de “dona de casa” para ir direto ao papel de provedora da casa, e é assim que eu me vejo sabe? Uma mulher provedora do sustento do meu filho, claro que não é nenhum pouco fácil ser mãe solo”, informou a jovem em entrevista ao Portal CM7

Dados mostram como o preconceito de gênero prejudica as mulheres no mercado de trabalho. As mulheres, no entanto, não têm a sua vida prejudicada somente no mercado de trabalho, uma vez que a violência de gênero, o abandono que muitas sofrem de seu parceiro durante a gravidez e os assédios são realidades que muitas mulheres sofrem.

O 8 de março é um dia para reflexão a respeito de toda a desigualdade e a violência que as mulheres sofrem no Brasil e no mundo. É um momento para combater o silenciamento que existe e que normaliza a desigualdade e as violências sofridas pelas mulheres, além de ser um momento para repensar atitudes e tentar construir uma sociedade sem desigualdade e preconceito de gênero.

Com informações de: IBGE