Os números oficiais do Ministério da Saúde indicam que existem 234 casos confirmados de covid-19 no Brasil, e duas morte já conhecida. No Amazonas são dois casos, nenhum em estado grave. Entretanto, com esse surto de coronavírus têm-se tirado o foco dos números exorbitantes gerados por outro vírus: o da dengue.

Já são contabilizados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) 903 casos somente no Amazonas, nesses primeiros meses de 2020.  A principal causa desse problema é a presença de “criadouros” existentes em recipientes de reserva de água, por essa razão foram adquiridas 17 mil capas protetoras para caixa d’água para distribuição.

“É importante destacar que nos últimos cinco anos, enquanto outros estados do país enfrentavam severas epidemias, o Amazonas mantinha um redução sustentada no número de casos, o que levou a um aumento de pessoas susceptíveis (predispostas)”, afirma Rosemary Costa Pinto, diretora-presidente da FVS-AM.

A informação é a melhor arma para se combater esse surto. O Governo do Estado do Amazonas tem investido em diversas campanhas publicitárias como meio de conscientização da importância de se manter a  limpeza de ambientes domésticos, onde possa haver a presença de água, é necessário que sempre se faça a lavagem com água e sabão para a remoção de possíveis ovos. A FVS recomenda o descarte correto do lixo doméstico e recipientes de plástico.

Ambas as doenças possuem sintomas muito parecidos como febre, dores de garganta,  cabeça e  corpo. Entretanto, é necessário salientar que ingerir vitamina C, paracetamol ou outros antibióticos não combaterá a nenhuma dessas doenças, a automedicação é um risco a mais para quem está doente ou com alguma suspeita.

Por suas vez, o covid-19 tem forma de transmissão ligada diretamente ao contato com alguma pessoa infectada ou com ambiente que foi exposto recentemente ao vírus. A melhor forma de prevenção é a lavagem constante das mãos ou a utilização de álcool em gel, além de usar máscara em caso de tosse ou espirro.

A procura ao médico apenas é recomendada em casos de viagem ao exterior, com a presença de febre e/ou mais de um sintomas e contato com caso suspeito.

O professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), farmacêutico e virologista Gúbio Soares contribui:

“A gente tem que ter uma prevenção. Outra coisa, pensar um modelo de comportamento humano que se atente para a vida que você leva. Se você muda seu estado de pensar a respeito da vida que você tem, você começa a ter um estado de saúde melhor”, conclui.